Semana
passada fomos tomados pelas declarações do parlamentar, youtuber parlapatão que
ganhou seguidores e eleições mentindo ser um policial nos EUA, Marcos do Val
(Podemos). O senador bolsonarista, que hoje se diz contrário a estigma de
Bolsonarista, iniciou a semana noticiando sua entrevista a revista Veja, onde alega ter recebido de Jair Messias Bolsonaro (PL) o
pedido para que tentasse, por meio de escutas, conseguir alguma alegação do
Ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Segundo
o senador bolsonarista, a ideia de Bolsonaro e sua “trupe” era que o material
coletado pelas escutas pudesse ser usado contra o magistrado e, para cancelar
as eleições que sacramentaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do
Brasil.
Depois
da repercussão de suas primeiras declarações, Marcos do Val mudou seu relato e
alegou que a ideia do grampo, das escutas, foi de outro parlamentar, o também
bolsonarista Daniel Silveira (PTB). Ex-deputado que já foi preso anteriormente
por alegações antidemocráticas e, agora, encontra-se preso novamente.
Esta
mudança no depoimento de Marcos do Val causou mais problemas ao ex-presidente,
ao invés de o livrar da participação na tentativa de colocar escutas ilegais no
presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moares.
Depois
desta mudança, a própria Veja, trouxe uma matéria a partir de áudios gravados com o hacker Walter
Delgatti, onde ele relata uma reunião ocorrida em setembro, na qual
participaram o ex-presidente Jair Bolsonaro, a deputada bolsonarista Carla
Zambelli (PL) e, convidado por Zambelli, Walter Delgatti.
Nesta
reunião Delgatti alega que lhe foi dito que eles teriam umas gravações incriminadoras
contra Alexandre de Moraes e que ele teria de assumir a responsabilidade por
estas gravações e, em toca, receberia “o céu”, segundo suas palavras. O Vídeo
pode ser visto no YouTube, pelo link (https://www.youtube.com/watch?v=nUSjaqBNDQ8).
O
que está claro, diante destes episódios, é que Bolsonaro estava a frente de
artimanhas para tentar incriminar o ministro Alexandre de Moraes e para
cancelar as eleições presidenciais de 2022, mantendo-se no cargo de presidente.
O mais hipócrita destas atitudes criminosas de Bolsonaro, denunciadas por bolsonaristas, é o fato de que tudo é feito para atestar uma parcialidade da justiça eleitoral, para cancelar o resultado das urnas eletrônicas, mas apenas no pleito para presidente da república, no pleito legislativo e de governadores, onde bolsonaristas tiveram ótimos resultados, nestes não há questionamentos, foi tudo legítimo!


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