quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Posse do novo congresso, será?

Esta semana os novos congressistas tomaram posse de seus mandatos em Brasília, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados. Muitos vindos de mandatos passados e poucos em seus primeiros mandatos. Menor ainda é o número de parlamentares em seu primeiro cargo na vida política.

Talvez, a maior mudança neste ano, seja por conta das movimentações do governo federal para as eleições de presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional. Ambos os políticos apoiados pelo partido do presidente, o PT, são os vitoriosos nos pleitos. No Senado o PT apoiou a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD), que derrotou o candidato do grupo bolsonarista, Rogério Marinho (PL). Na Câmara a reeleição de Arthur Lira (PP), apoiado pelo PT de Lula e pelo PL de Bolsonaro, foi com apoio de grande maioria dos deputados, contra os nomes de Chico Alencar (PSOL) e Marcel van Hattem (Novo).

O PT alega que o apoio ao nome de Lira para a Câmara, junto aos deputados bolsonaristas, se dá para a manutenção da chamada “governabilidade”, palavrinha chique, metida a erudita, para traduzir o toma lá dá cá, ou, “uma mão lava a outra e as duas lavam a cara”. Esta chamada governabilidade foi o que levou Michel Temer (MDB) a ocupar a vice presidência com Dilma Rousseff (PT), apesar dele mesmo negar participação no que chamou de golpe (veja no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=W45xyv5qLmE), mas foi sim uma peça chave, diante de sua liderança no MDB, maior bancada no Congresso.

Veremos o peso destes apoios e a real intenção dos vencedores diante das demandas do governo depois da destruição provocada pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) em seus 4 lamentáveis anos na Presidência da República.

 

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