Esta
semana os novos congressistas tomaram posse de seus mandatos em Brasília, tanto
no Senado como na Câmara dos Deputados. Muitos vindos de mandatos passados e poucos
em seus primeiros mandatos. Menor ainda é o número de parlamentares em seu
primeiro cargo na vida política.
Talvez,
a maior mudança neste ano, seja por conta das movimentações do governo federal para
as eleições de presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional. Ambos os
políticos apoiados pelo partido do presidente, o PT, são os vitoriosos nos
pleitos. No Senado o PT apoiou a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD), que
derrotou o candidato do grupo bolsonarista, Rogério Marinho (PL). Na Câmara a reeleição
de Arthur Lira (PP), apoiado pelo PT de Lula e pelo PL de Bolsonaro, foi com apoio
de grande maioria dos deputados, contra os nomes de Chico Alencar (PSOL) e Marcel
van Hattem (Novo).
O
PT alega que o apoio ao nome de Lira para a Câmara, junto aos deputados
bolsonaristas, se dá para a manutenção da chamada “governabilidade”, palavrinha
chique, metida a erudita, para traduzir o toma lá dá cá, ou, “uma mão lava a
outra e as duas lavam a cara”. Esta chamada governabilidade foi o que levou Michel
Temer (MDB) a ocupar a vice presidência com Dilma Rousseff (PT), apesar dele
mesmo negar participação no que chamou de golpe (veja no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=W45xyv5qLmE),
mas foi sim uma peça chave, diante de sua liderança no MDB, maior bancada no
Congresso.
Veremos
o peso destes apoios e a real intenção dos vencedores diante das demandas do
governo depois da destruição provocada pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) em
seus 4 lamentáveis anos na Presidência da República.


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