Faz
anos que o PSDB vem sendo seu maior inimigo, no âmbito nacional e,
até mesmo, no estado de São Paulo, onde sempre teve uma certa soberania, com
pequenos tropeços diante de seu “inimigo” PT.
São
brigas internas e conflitos entre membros da direção nacional e até dentro do
estado de São Paulo, apenas com menor reflexo negativo no estadual, onde sempre
houve uma certa alternância de poderes entre os blocos do estado de São Paulo.
Como exemplo podemos citar os embates entre Alckmin X Serra, Doria X Alckmin e
Leite X Doria.
As
indecisões sobre nomes para concorrer aos cargos do executivo sempre trouxeram
muitos embates, brigas internas e até rachas; como foi a saída de Geraldo
Alckmin, mais recentemente.
Hoje a
briga fica entre o bloco do sulista Eduardo Leite, governador do Rio Grande do
Sul, e os líderes do partido em São Paulo. Já se fala em debandada de prefeitos
paulistas, até pela perda do comando do Palácio dos Bandeiras, casa do governo
do estado.
Os
atritos são entre os aliados de Leite e do ex-governador de São Paulo, João
Doria. Do lado de Doria estão os prefeitos de São Bernardo do Campo, Orlando Morando,
de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira e o
presidente da sigla no estado, Marco Vinholi.
Sem a
presença de Doria no partido e com Leite assumindo a liderança da executiva
nacional de forma provisória, sua efetivação no cargo, com as eleições marcadas
para novembro se torna muito provável. Os tucanos paulistas já alertam que não
será aceita ingerência em São Paulo ou ações que diminuam seu poder no xadrez
nacional. Vale lembrar que São Paulo e Minas Gerais sempre lideraram a sigla no
nacional e hoje Minas, com Aécio Neves, está do lado de Leite.
Membros
do próprio PSDB afirmam que o constrangimento do grupo paulista, o desrespeito
à democracia interna, diante do ocorrido na última eleição (2022) com a
destituição da candidatura de Doria à Presidência da República, ou uma possível
instabilidade no PSDB com a liderança de Leite, seriam os motivos apontados por
PSDBistas para deixar o partido de forma coordenada. Por hora ainda resta um
voto de confiança na nova executiva.
Membros
da sigla em São Paulo dizem que Leite pode agir com o “fígado”, mas que seria correto
e prudente que ele buscasse uma composição, e afirmam que fragilizar o PSDB-SP
pode ser ruim para o partido e para futuras pretensões em nível nacional. Machado,
prefeito de Jundiaí, já foi sondado pelos MDB e PL. Quando questionado ele se
diz feliz no partido, porém não deixa de ressaltar: “mas o PSDB de Mario Covas,
o PSDB raiz”, e critica o que alega ser a possibilidade de que a “identidade do
partido se transforme num personalismo”.
A permanência do ex-governador Rodrigo Garcia também levanta dúvidas. Rodrigo ainda mantém laços com sua antiga legenda, o DEM, hoje União Brasil.
Esta
novela ainda está muito longe de acabar e, a julgar pela tradição do partido,
não acabará aqui, as disputas internas sempre atrapalharam as pretensões
nacionais do PSDB e assim parece que continuarão, como uma triste e negativa
tradição partidária.


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