Esta
semana ficou marcada com o pronunciamento do vereador de Caxias do Sul/RS,
Sandro Fantinel, no plenário da Câmara onde atua. A xenofobias e a defesa da
exploração pelo trabalho escravo identificado em vinícolas gaúchas foi a base
de seu discurso. O partido (Patriota) pelo qual se elegeu, com apoio e
defendendo as bandeiras bolsonaristas, diante da repercussão de suas falas, o expulsou
da legenda. Além disso, tramita na casa legislativa de Caxias um pedido de
cassação de mandato e o vereador ainda tem um boletim de ocorrência registrado
contra esse.
O
evento não é isolado e não retrata, apenas, a visão de uma pessoa misógina,
xenófoba, preconceituosa, ignorante e racista, mas a ideia de sociedade e
justiça social que a extrema direita tentou implantar no país nos 4 últimos anos,
com Bolsonaro no poder.
Essa
é a mesma mente e perversidade que tem ganhado voz no mundo todo com levantes
de governos da extrema direita, como foi com Trump (EUA), com Mauricio Macri
(Argentina), Jeanine Áñez (Bolívia), Sebastián Piñera (Chile), Iván
Duque (Colômbia), Otto Pérez Molina, Alejandro Maldonado e Jimmy
Morales (Guatemala) e, no momento, temos Giorgia Meloni (Itália), Rodrigo Chaves
(Costa Rica), Nayib Bukele (El Salvador), Guilhermo Lsso (Equador), Viktor Orban
(Hungria), Mateusz Morawiecki (Polônia).
Também
houve um crescimento expressivo de partidos extremistas e conservadores da
direita em outros países europeus, como com os Democratas (Grécia), o Alternativa
para a Alemanha (Alemanha), o Vox (Espanha), o Partido da
Liberdade Austríaco (Áustria) e a Frente Nacional (França) que quase
elegeu Marine Le Pen como presidente em seu país.
No
Brasil, os resquícios ou rebarbas deste movimento estão hoje no Congresso Nacional,
em prefeituras e governos de estados brasileiros, além de Assembleias estaduais
e Câmaras municipais. Porém, fora da política eles também existem, como é o
caso de religiosos que usaram a fé e suas igrejas para disseminar discursos de
ódio e xenofobia, o machismo instalado em discursos e falas de líderes
evangélicos, que alegam que mulheres não devem ter mais estudo que homens, “influenciador”
que alega que as mulheres querem “rebaixá-lo” ao lhe convidarem para tomar uma cerveja
e depois ameaça uma atriz por ela ironizar sua fala preconceituosa.
Os
exemplos são muitos, temos políticos bolsonaristas que divulgam Fake News e “jornalistas”
foragidos da justiça pelo mesmo motivo, tudo para atacar o que consideram seu
inimigo e para defender o indefensável governo genocida e desastroso que o país
teve nos 4 últimos anos.
Infelizmente
a justiça pouco ou quase nada faz, para não dizer nada apesar da vontade,
diante destes casos. Eventualmente um conselho de ética cassa um ou uma parlamentar
aqui outro ali, só para fazer média e a “justiça” decreta uma multa aqui outra
ali, com o mesmo motivo. Justiça, de fato, contra estes criminosos, mentirosos,
xenófobos, misóginos, racistas, machistas e nojentos, não temos e arrisco dizer
que não teremos. Nos resta não esquecermos, marcar este gado a ferro (figurativamente,
antes que eu seja o condenado) com suas falas e seus atos, não elegermos mais,
fazermos campanhas contra e, principalmente, educarmos as próximas gerações.
Não podemos tolerar o intolerável, aceitar o racismo, sexismo, xenófobo. A mentira e o preconceito não são e nunca serão uma opinião, mas crime e como tal tem que ser punidos. Que a lei e a justiça alcance a todos(as) não apenas a pessoa que rouba arroz ou pão para alimentar seus filhos ou a própria fome. Vai Brasil, tenho fé e esperança em ti e sigo fazendo minha parte.







