quinta-feira, 2 de março de 2023

As “rebarbas bolsonaristas” ainda assombram o Brasil

 

Esta semana ficou marcada com o pronunciamento do vereador de Caxias do Sul/RS, Sandro Fantinel, no plenário da Câmara onde atua. A xenofobias e a defesa da exploração pelo trabalho escravo identificado em vinícolas gaúchas foi a base de seu discurso. O partido (Patriota) pelo qual se elegeu, com apoio e defendendo as bandeiras bolsonaristas, diante da repercussão de suas falas, o expulsou da legenda. Além disso, tramita na casa legislativa de Caxias um pedido de cassação de mandato e o vereador ainda tem um boletim de ocorrência registrado contra esse.

O evento não é isolado e não retrata, apenas, a visão de uma pessoa misógina, xenófoba, preconceituosa, ignorante e racista, mas a ideia de sociedade e justiça social que a extrema direita tentou implantar no país nos 4 últimos anos, com Bolsonaro no poder.

Essa é a mesma mente e perversidade que tem ganhado voz no mundo todo com levantes de governos da extrema direita, como foi com Trump (EUA), com Mauricio Macri (Argentina), Jeanine Áñez (Bolívia), Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia), Otto Pérez Molina, Alejandro Maldonado e Jimmy Morales (Guatemala) e, no momento, temos Giorgia Meloni (Itália), Rodrigo Chaves (Costa Rica), Nayib Bukele (El Salvador), Guilhermo Lsso (Equador), Viktor Orban (Hungria), Mateusz Morawiecki (Polônia).

Também houve um crescimento expressivo de partidos extremistas e conservadores da direita em outros países europeus, como com os Democratas (Grécia), o Alternativa para a Alemanha (Alemanha), o Vox (Espanha), o Partido da Liberdade Austríaco (Áustria) e a Frente Nacional (França) que quase elegeu Marine Le Pen como presidente em seu país.

No Brasil, os resquícios ou rebarbas deste movimento estão hoje no Congresso Nacional, em prefeituras e governos de estados brasileiros, além de Assembleias estaduais e Câmaras municipais. Porém, fora da política eles também existem, como é o caso de religiosos que usaram a fé e suas igrejas para disseminar discursos de ódio e xenofobia, o machismo instalado em discursos e falas de líderes evangélicos, que alegam que mulheres não devem ter mais estudo que homens, “influenciador” que alega que as mulheres querem “rebaixá-lo” ao lhe convidarem para tomar uma cerveja e depois ameaça uma atriz por ela ironizar sua fala preconceituosa.

Os exemplos são muitos, temos políticos bolsonaristas que divulgam Fake News e “jornalistas” foragidos da justiça pelo mesmo motivo, tudo para atacar o que consideram seu inimigo e para defender o indefensável governo genocida e desastroso que o país teve nos 4 últimos anos.

Infelizmente a justiça pouco ou quase nada faz, para não dizer nada apesar da vontade, diante destes casos. Eventualmente um conselho de ética cassa um ou uma parlamentar aqui outro ali, só para fazer média e a “justiça” decreta uma multa aqui outra ali, com o mesmo motivo. Justiça, de fato, contra estes criminosos, mentirosos, xenófobos, misóginos, racistas, machistas e nojentos, não temos e arrisco dizer que não teremos. Nos resta não esquecermos, marcar este gado a ferro (figurativamente, antes que eu seja o condenado) com suas falas e seus atos, não elegermos mais, fazermos campanhas contra e, principalmente, educarmos as próximas gerações.

Não podemos tolerar o intolerável, aceitar o racismo, sexismo, xenófobo. A mentira e o preconceito não são e nunca serão uma opinião, mas crime e como tal tem que ser punidos. Que a lei e a justiça alcance a todos(as) não apenas a pessoa que rouba arroz ou pão para alimentar seus filhos ou a própria fome. Vai Brasil, tenho fé e esperança em ti e sigo fazendo minha parte.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

PSDB não aprende e vive o eterno “Bate Cabeça”

Faz anos que o PSDB vem sendo seu maior inimigo, no âmbito nacional e, até mesmo, no estado de São Paulo, onde sempre teve uma certa soberania, com pequenos tropeços diante de seu “inimigo” PT.

São brigas internas e conflitos entre membros da direção nacional e até dentro do estado de São Paulo, apenas com menor reflexo negativo no estadual, onde sempre houve uma certa alternância de poderes entre os blocos do estado de São Paulo. Como exemplo podemos citar os embates entre Alckmin X Serra, Doria X Alckmin e Leite X Doria.

As indecisões sobre nomes para concorrer aos cargos do executivo sempre trouxeram muitos embates, brigas internas e até rachas; como foi a saída de Geraldo Alckmin, mais recentemente.

Hoje a briga fica entre o bloco do sulista Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e os líderes do partido em São Paulo. Já se fala em debandada de prefeitos paulistas, até pela perda do comando do Palácio dos Bandeiras, casa do governo do estado.

Os atritos são entre os aliados de Leite e do ex-governador de São Paulo, João Doria. Do lado de Doria estão os prefeitos de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira e o presidente da sigla no estado, Marco Vinholi.

Sem a presença de Doria no partido e com Leite assumindo a liderança da executiva nacional de forma provisória, sua efetivação no cargo, com as eleições marcadas para novembro se torna muito provável. Os tucanos paulistas já alertam que não será aceita ingerência em São Paulo ou ações que diminuam seu poder no xadrez nacional. Vale lembrar que São Paulo e Minas Gerais sempre lideraram a sigla no nacional e hoje Minas, com Aécio Neves, está do lado de Leite.

Membros do próprio PSDB afirmam que o constrangimento do grupo paulista, o desrespeito à democracia interna, diante do ocorrido na última eleição (2022) com a destituição da candidatura de Doria à Presidência da República, ou uma possível instabilidade no PSDB com a liderança de Leite, seriam os motivos apontados por PSDBistas para deixar o partido de forma coordenada. Por hora ainda resta um voto de confiança na nova executiva.

Membros da sigla em São Paulo dizem que Leite pode agir com o “fígado”, mas que seria correto e prudente que ele buscasse uma composição, e afirmam que fragilizar o PSDB-SP pode ser ruim para o partido e para futuras pretensões em nível nacional. Machado, prefeito de Jundiaí, já foi sondado pelos MDB e PL. Quando questionado ele se diz feliz no partido, porém não deixa de ressaltar: “mas o PSDB de Mario Covas, o PSDB raiz”, e critica o que alega ser a possibilidade de que a “identidade do partido se transforme num personalismo”.

A permanência do ex-governador Rodrigo Garcia também levanta dúvidas. Rodrigo ainda mantém laços com sua antiga legenda, o DEM, hoje União Brasil.

Esta novela ainda está muito longe de acabar e, a julgar pela tradição do partido, não acabará aqui, as disputas internas sempre atrapalharam as pretensões nacionais do PSDB e assim parece que continuarão, como uma triste e negativa tradição partidária.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Yanomamis: Mais um crime de Jair Bolsonaro

Este final de semana mais um escândalo contra a gestão de Jair Bolsonaro veio à tona. Além do apoio ao desmatamento e ao garimpo ilegal em terras indígenas, que contaminou o solo e os rios na comunidade Yanomami, levando muitos deles à morte. Segundo ofícios do Ministério da Saúde, mais exatamente da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), enviados entre junho de 2021 e março de 2022 para os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Cidadania comprovam, ao menos, três pedidos com sérios alertas do órgão sobre a situação nutricional dos yanomamis.

O ofício 52/2022/COGASI/DASI/SESAI/MS, de 01 de fevereiro de 2022, sob o assunto: Solicitação de agenda para o fornecimento das ações de Segurança Alimentar e Nutricional ao Povo Indígena Yanomamis. Alerta para a necessidade de envio de cestas básicas em conformidade com a portaria nº 527, de 26 de dezembro de 2017, reforçando que esta distribuição é de extrema importância para a segurança alimentar da população Yanomamis.

Vale destacar que o ofício citado acima afirma que: “Diante da situação atual do quadro de déficit nutricional demonstrado no relatório supracitado, ressalta-se a importância da manutenção das ações de Distribuição de Alimentos, com objetivo de minimizar emergencialmente as situações de vulnerabilidade alimentar da população indígena yanomami.”

Ressalta ainda que em 30 de junho de 2021, ofício nº 104/21-DASI/SESAI/MS enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública já solicitava o apoio para uma articulação com os ministérios que possuem, em sua competência, a distribuição de cestas de alimentos a fim de suprir a deficiência do Ministério da Cidadania, diante da redução de seu orçamento. Na época destes ofícios o Ministro da Justiça era Anderson Torres, Secretário de Segurança Pública do DF preso após atos golpistas de 8 de janeiro.

A PF (Polícia Federal) está investigando, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) as denúncias de genocídio contra o povo Yanomami, as denúncias levam a Jair Bolsonaro, Damares Alves, Anderson Torres, o governador de Roraima, Antonio Danarium (PP), entre outros.

Jair Bolsonaro e o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declararam que o descaso com a população Yanomami é de muito tempo e se agravou em gestões anteriores, mas sem quaisquer provas, o que não falta contra a gestão de Bolsonaro e Salles.

O portal GGN teve acesso a um documento com diagnóstico feito pela ONG Missão Evangélica Caiuá que afirmou a inexistência de entrega de alimentos aos índios. O relatório afirma que: "O governo tem realizado a doação, mas infelizmente para os indígenas chega apenas arroz, quando chega".

A situação é terrível, o abandono e descaso com as populações indígenas e tradicionais no país foi enorme nos últimos 4 anos. Tal devastação de matas, liberação de agrotóxicos, conivência do Estado com o garimpo ilegal e o desmatamento nunca se viu depois da redemocratização do país. O governo Lula tem firmado grandes acordos internacionais para ajudar nas ações pela preservação do meio ambiente e para ajudar a população indígena, principalmente os Yanomamis.

O IBAMA VOLTOU

 

sábado, 11 de fevereiro de 2023

A retomada da ação federal contra a degradação ambiental

Nos últimos anos, com leniência do Governo de Jair Bolsonaro (PL), vimos um aumento do desmatamento, da invasão de áreas de preservação e terras indígenas por fazendeiros, madeireiros e garimpeiros que, de forma irregular e ilegal poluíram as águas, derrubaram arvores e queimaram áreas gigantes para abertura de pastos e áreas de plantio.

Com a entrada do novo governo, de Luiz Inácio lula da Silva (PT), o país e o mundo, viram uma retomada da ação federal nas áreas de preservação e em terras indígenas, com a expulsão de garimpeiros e madeireiros e com a destruição dos equipamentos usados nas ações ilegais destes grupos.

O Ibama e a PF (Polícia Federal) têm feito incursões para localizar e prender estes criminosos, além de identificar seus financiadores e, assim, ”matar o mal pela raíz”. O delegado Humberto Freire, Diretor de Meio Ambiente da PF disse “quem aufere maiores lucros obviamente tem uma responsabilidade maior”, quando questionado sobre as ações contra os financiadores dos garimpos ilegais.

Muitos destes garimpeiros vêm se mudando para cidades vizinhas à Terra Yanomami, o que mostra que a ação terá de ser constante na região. Inclusive por ainda haver invasões nas regiões, mesmo com a presença das duas entidades por terra e nos rios.

Lula tem firmado grandes acordos internacionais para ajudar nas ações pela preservação do meio ambiente e para ajudar a população indígena, principalmente os Yanomamis, abandonados pelo governo de Jair Bolsonaro e com a aparente conivência do governo de Roraima e até a possível participação de familiares do governador Antonio Danarium (PP), de RR, na lavagem de dinheiro envolvendo ouro retirado irregularmente por garimpeiros na Terra Yanomami.

Esta semana uma ação emergencial será implantada, já contando com aportes dos institutos de filantropia do bilionário Jeff Bezos e do ator estadunidense Leonardo DiCaprio. Os valores não foram divulgados, mas a ideia é que seja o suficiente para a ampliação das ações contra os garimpos ilegais e para a recuperação das áreas degradadas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), tem encabeçado estas negociações de acordos onde insistiu que não basta apenas expulsar garimpeiros, mas também impedir que eles retornem. Segundo ela, “Em algumas áreas, quatro de cada dez crianças estão contaminadas pelo mercúrio”.

O Fundo Amazônia também receberá um aporte de US$ 50 milhões, além dos R$ 3 bilhões destinados pela Noruega diante da entrada de Lula no Governo. A expectativa é que o Fundo Amazônia consiga um aporte de US$ 30 bilhões com governos, Institutos e fundos privados.

É fundamental que os órgãos de fiscalização tenham poder para agir, o Governo Bolsonaro desmontou o Ibama, que conta com quase a metade de seu efetivo, e repor estes postos é uma promessa da atual ministra. Segundo Marina Silva, o desmatamento em janeiro de 2023 apresenta uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, com Bolsonaro no poder. Ela ainda garantiu que a meta do governo é criar um contexto onde os avanços da preservação ambiental sejam indissolúveis. Amém...

 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Bolsonaro é bandido, criminoso, mas não fez nada sozinho

 

Semana passada fomos tomados pelas declarações do parlamentar, youtuber parlapatão que ganhou seguidores e eleições mentindo ser um policial nos EUA, Marcos do Val (Podemos). O senador bolsonarista, que hoje se diz contrário a estigma de Bolsonarista, iniciou a semana noticiando sua entrevista a revista Veja, onde alega ter recebido de Jair Messias Bolsonaro (PL) o pedido para que tentasse, por meio de escutas, conseguir alguma alegação do Ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Segundo o senador bolsonarista, a ideia de Bolsonaro e sua “trupe” era que o material coletado pelas escutas pudesse ser usado contra o magistrado e, para cancelar as eleições que sacramentaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil.

Depois da repercussão de suas primeiras declarações, Marcos do Val mudou seu relato e alegou que a ideia do grampo, das escutas, foi de outro parlamentar, o também bolsonarista Daniel Silveira (PTB). Ex-deputado que já foi preso anteriormente por alegações antidemocráticas e, agora, encontra-se preso novamente.

Esta mudança no depoimento de Marcos do Val causou mais problemas ao ex-presidente, ao invés de o livrar da participação na tentativa de colocar escutas ilegais no presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moares.

Depois desta mudança, a própria Veja, trouxe uma matéria a partir de áudios gravados com o hacker Walter Delgatti, onde ele relata uma reunião ocorrida em setembro, na qual participaram o ex-presidente Jair Bolsonaro, a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL) e, convidado por Zambelli, Walter Delgatti.

Nesta reunião Delgatti alega que lhe foi dito que eles teriam umas gravações incriminadoras contra Alexandre de Moraes e que ele teria de assumir a responsabilidade por estas gravações e, em toca, receberia “o céu”, segundo suas palavras. O Vídeo pode ser visto no YouTube, pelo link (https://www.youtube.com/watch?v=nUSjaqBNDQ8).

O que está claro, diante destes episódios, é que Bolsonaro estava a frente de artimanhas para tentar incriminar o ministro Alexandre de Moraes e para cancelar as eleições presidenciais de 2022, mantendo-se no cargo de presidente.

O mais hipócrita destas atitudes criminosas de Bolsonaro, denunciadas por bolsonaristas, é o fato de que tudo é feito para atestar uma parcialidade da justiça eleitoral, para cancelar o resultado das urnas eletrônicas, mas apenas no pleito para presidente da república, no pleito legislativo e de governadores, onde bolsonaristas tiveram ótimos resultados, nestes não há questionamentos, foi tudo legítimo!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Posse do novo congresso, será?

Esta semana os novos congressistas tomaram posse de seus mandatos em Brasília, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados. Muitos vindos de mandatos passados e poucos em seus primeiros mandatos. Menor ainda é o número de parlamentares em seu primeiro cargo na vida política.

Talvez, a maior mudança neste ano, seja por conta das movimentações do governo federal para as eleições de presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional. Ambos os políticos apoiados pelo partido do presidente, o PT, são os vitoriosos nos pleitos. No Senado o PT apoiou a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD), que derrotou o candidato do grupo bolsonarista, Rogério Marinho (PL). Na Câmara a reeleição de Arthur Lira (PP), apoiado pelo PT de Lula e pelo PL de Bolsonaro, foi com apoio de grande maioria dos deputados, contra os nomes de Chico Alencar (PSOL) e Marcel van Hattem (Novo).

O PT alega que o apoio ao nome de Lira para a Câmara, junto aos deputados bolsonaristas, se dá para a manutenção da chamada “governabilidade”, palavrinha chique, metida a erudita, para traduzir o toma lá dá cá, ou, “uma mão lava a outra e as duas lavam a cara”. Esta chamada governabilidade foi o que levou Michel Temer (MDB) a ocupar a vice presidência com Dilma Rousseff (PT), apesar dele mesmo negar participação no que chamou de golpe (veja no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=W45xyv5qLmE), mas foi sim uma peça chave, diante de sua liderança no MDB, maior bancada no Congresso.

Veremos o peso destes apoios e a real intenção dos vencedores diante das demandas do governo depois da destruição provocada pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) em seus 4 lamentáveis anos na Presidência da República.

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Com 469 anos São Paulo ainda engatinha

São Paulo celebra hoje (25/01/2023) seus 469 anos com muito ainda a aprender e repetindo erros do passado. É a cidade mais rica do país, mas ainda tem números extremamente desanimadores quanto a desemprego, distribuição de renda, falta de moradia, criminalidade, e demais indicadores de desenvolvimento.

A cidade que já foi grande polo industrial do estado e do país, mas nos últimos anos perdeu grandes empresas e, com isso muitos postos de trabalho, como ocorreu com a Ford.

São Paulo abriga a B3, maior bolsa de valores da américa latina em movimentação financeira e tem 31,8 mil pessoas em situação de rua (segundo sensu da população em situação de rua 2021, da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social).

Além disso, o déficit na capital paulista é de 369 mil domicílios, segundo dados do PMH (Plano Municipal de Habitação), que leva em conta o enorme número de moradias inadequadas e precárias da cidade, sem contar as, mais de 31 mil pessoas em situação de rua.

Quanto à desnutrição infantil, entre as crianças de até cinco anos de idade, são quase 7 mil (6.631), sendo mais de 3 mil (3.069) crianças com desnutrição grave. Em grande parte, a causa é a péssima distribuição de renda, pois um terço dos menores de 14 anos do estado de SP vivem em famílias com renda de até meio salário mínimo, aponta pesquisa realizada pela Fundação Abrinq com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Um grande problema é a falta de políticas públicas abrangentes e assertivas, com resultados duradouros e não ações rápidas e rasas para fins eleitoreiros. Um exemplo disso é a despoluição do Rio Pinheiros, uma realização incrível e que sim, traz e trará grandes benefícios a cidade e aos paulistas, mas só despoluir não resolve, um amplo trabalho de canalização de córregos, de ligação de casas à rede de esgoto, ações sanitárias de emergência fizeram parte deste projeto, mas isso só ocorreu nas regiões do entorno do rio, que afetam diretamente a ele. E o resto da cidade?

É são 469 e ainda muito a aprender, aprender a respeitar o outro, a pensar em sociedade e no coletivo, a tirar o olho do umbigo e ver mais a frente. Temos de lembrar que nossos filhos e netos estarão aqui no futuro e o que queremos deixar a eles, qual cidade, quais exemplos?

Como diz a música: “Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto; Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto ... E quem vende outro sonho feliz de cidade; Aprende depressa a chamar-te de realidade; Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso ... Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas; Da força da grana que ergue e destrói coisas belas; Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas; Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços; Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva”. Outrora uma simples frase de camiseta, mas que sempre me vem à cabeça quando penso em ti “São Paulo, quem bebe deste veneno, não morre em outro lugar”. Triste a realidade que já se faz poetizada, mas ainda colho a esperança de que seu futuro é melhor que seu presente. Parabéns São Paulo...


segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

A pedido da PGR seis inquéritos investigam atuação de deputados, financiadores e participantes de atos golpistas

Ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de seis novos inquéritos, a pedido da PGR (Procuradoria Geral da República), para apurar a atuação de deputados diplomados, financiadores e dos participantes dos atos terroristas em Brasília, no dia 08 de janeiro de 2023, onde as sedes dos três poderes foram invadidas, saqueadas e destruídas.

Destes seis novos inquéritos, três miram os autores intelectuais, financiadores e participantes dos atos golpistas. Os outros três investigam a incitação aos atos por deputados diplomados. Os deputados investigados são: André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP).

O responsável pelo pedido ao ministro foi o subprocurador-geral da república, Carlos Frederico Santos, que coordena o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos na PGR.

Os investigados são suspeitos de diferentes crimes, crimes de terrorismo, associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime. Além disso, os deputados diplomados, serão investigados por suspeita de incitação aos atos e pela tentativa de abolir o Estado democrático de Direito.

Além destes seis inquéritos, o próprio Jair Bolsonaro é investigado em um inquérito quanto a sua responsabilidade diante dos atos. O ex-presidente é suspeito de participar da autoria intelectual dos ataques e de incitação ao crime, por conta de uma postagem em suas redes, apagada pouco depois de publicada, na qual é questionada a regularidade das eleições.

Outras pessoas investigadas por Moraes por conta dos ataques terroristas contra as sedes dos 3 poderes, em Brasília, são o ex-Ministro da Justiça e ex-Secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, e o governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

O certo é que a abertura de inquéritos é importante, mas mais importante é a punição contra todos os responsáveis de forma rápida e exemplar. Muitas são as postagens e declarações da população pedindo resoluções rápidas e contra eventuais anistias e perdões aos criminosos responsáveis pelos atos, seja no financiamento, na estruturação, na autoria intelectual ou na participação de fato.



 

domingo, 22 de janeiro de 2023

Atos terroristas não serão perdoados e Lula quer punições aos golpistas

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, um dia após conduzir a troca de comando do Exército Brasileiro, anunciou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai perdoar os atos ocorridos na capital federal, que seu pedido é que as investigações sejam realizadas e que todos os envolvidos sejam punidos. Segundo Múcio “Lula não vai perdoar ataques golpistas. Investigações vão até o fim”.

Quanto a demissão do ex-comandante do exército, Júlio Cesar de Arruda, o ministro afirmou que “Acabou o clima de confiança e resolvemos mudar o comando”. Para o cargo foi escolhido o, então Comandante Militar do Sudeste, general Thomas Miguel Miné Ribeiro Paiva. Em cerimônia de sua posse o novo comandante do exército teceu fortes palavras quanto o respeito a democracia, ao voto popular e o papel do exército na garantia da paz.

A troca de comando, segundo interlocutores próximos a Lula tem um caráter mais profundo que uma simples quebra de confiança. Arruda teria desrespeitado ordens da presidência e tentado, através de uma convocação do generalato, apoio de seus pares contra uma possível exoneração.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), alegou que a permanência de Arruda representaria um “recado confuso” para o exército e para a sociedade civil. O ministro ainda afirmou que o problema persistiria caso Lula não tomasse agora uma medida. Segundo Dias a opção por Arruda se deu “confiando no que se espera das Forças Armadas" e que tal falta de sintonia não pode haver. Ele completou dizendo que "O presidente não pode perder a autoridade, não vai perder a prerrogativa conquistada pelo voto", e justificou: "Se já não é fácil quando está todo mundo na mesma direção, apaixonado, imagine quando tem um puxando para um lado e um para o outro".

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que Lula atuou para garantir a Constituição e suas prerrogativas de comandante das Forças Armadas. "O comportamento do ex-comandante do Exército caracterizou insubordinação inadmissível perante ameaças à democracia e de partidarização da Força", publicou Gleisi em sua rede social.

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Opção nuclear não é descartada por Rússia

Com a proximidade do encontro de líderes de países aliados à Kiev (Capital da Ucrânia) no combate contra a Rússia. Onde está previsto o acordo de envio de armas e tanques para ajudar o país na luta contra a invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022. É a primeira vez que os aliados falam mais abertamente da possibilidade de ajuda militar, além das sanções já decretadas contra a Rússia.

Diante desta nova investida contra as ações de Vladmir Putin, seu aliado Dmitri Medvedev, que governou o país em nome de Putin entre os anos de 2008 e 2012, alegou que: “Baladeiros políticos subdesenvolvidos repetem como mantra: ‘para existir a paz, a Rússia precisa perder’. Nunca lhes ocorre trazer a seguinte conclusão elementar disso: a derrota de uma potência nuclear numa guerra convencional pode levar a uma guerra nuclear. Potências nucleares não perdem conflitos em que seu destino está em jogo”.

O porta voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reforçou as afirmações de Medvedev e, diante da reportagem do jornal estadunidense New York Times, que alega que o governo de Joe Biden diz que pode vir a apoiar uma eventual ofensiva ucraniana contra a Crimeia (anexada a Rússia em 2014). Sobre esta possibilidade, Peskov afirmou que essa decisão “significaria elevar o conflito a um novo nível que não acabará bem para a segurança europeia”.

Com a possibilidade de os aliados ajudarem militarmente a Ucrânia, o governo sueco – que negocia, assim como a Ucrânia, sua entrada na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – que colocará um número indeterminado de sistemas de artilharia Archer a disposição do megapacote militar que pode ser apresentado na sexta feira. Além disso, a Suécia também promete o envio de 50 carros de combate leves.

O esforço dos aliados também conta com a proposta dos Estados Unidos de envio de 50 blindados Bradley, US$ 2 bilhões e o sistema antiaéreo Patriot. Diante das ajudas já anunciadas a pressão para que a Alemanha aumente sua participação no pacote militar de ajuda a Kiev vem crescendo, a pressão é para enviar alguns dos seus 376 blindados Leopard-2 (tanque mais moderno utilizado na Europa), mas principalmente para autorizar os outros operadores a enviar seu produto para uma terceira parte.

Berlim ainda resiste a essas propostas o que levou a queda de sua ex-Ministra da Defesa, Christine Lambrecht, e o premiê Olaf Scholz foi muito cobrado por seus vizinhos europeus durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e voltou a afirmar que é precioso ter cautela para a tomada de decisões neste sentido. Sobre este tema, autoridades alemãs, anonimamente, alegam que a possibilidade de envio de Leopards-2 está atrelada ao envio de blindados M-1A2 Abrams, pelos EUA.

Diante desta alegação dos alemães os americanos, através do assessor do Pentágono, Colin Kahl, alegaram que “Acho que não estamos lá ainda. O Abrams é um equipamento complexo, caro, difícil de treinar seu uso”. (O tanque estadunidense usa um motor com turbina o que aumenta sua velocidade e, mais ainda, seu consumo de combustível, algo já delicado na região).

Enquanto estes debates seguem sendo realizados, o governo ucraniano eleva a cobrança. No Telegram, o assessor presidencial da Ucrânia, Andrii Iermak, afirmou “Não temos tempo. A questão dos tanques precisa ser resolvida o mais rapidamente possível, estamos pagando pela demora com a vida do nosso povo”.

Lamentavelmente, enquanto isso, civis morrem, perdem suas casas, seus familiares, seus empregos e não se consegue ter uma noite de sono nas regiões de conflito da Ucrânia. A ganância estadunidense e a arrogância russa mostram sua total falta de respeito com a população local e remontam embates da famigerada Guerra Fria, com a prática, pelos EUA da chamada “Guerra por Procuração” para buscar um cerco militar a Rússia.

 

domingo, 15 de janeiro de 2023

Com baixa aprovação da presidente em exercício, Peru prorroga estado de emergência

Com o aumento dos protestos contra a presidente Dina Boluarte o Peru decretou prorrogação por mais 30 dias do “estado de emergência” em quatro províncias (Callao, Andahuaylas, Tambopata e Tahuamanu) e três regiões (Lima [capital federal], Cusco e Puno). Segundo o governo, a ordem visa garantir segurança às manifestações populares.

O “estado de emergência” autoriza o Exército a atuar juntamente com a polícia no monitoramento dos protestos. Ele também suspende certos direitos, como a liberdade de ir e vir e o princípio de inviolabilidade de domicílios. Em Puno, considerado epicentro dos protestos, o toque de recolher foi prorrogado por dez dias, das 20h às 4h, no horário local.

Os protestos se iniciaram com a deposição e prisão do presidente eleito, Pedro Castillo, depois de tentar, através de um decreto, fechar o congresso, o que foi considerado uma tentativa de golpe de estado além de ser uma ação inconstitucional segundo as leis peruanas.

A prorrogação se dá pelo medo do governo de que as cenas de violência registradas nas regiões andinas, nas últimas semanas, se repitam em Lima, capital do país. Segundo o governo, os protestos são ações de extremistas e guerrilheiros. A presidente Dina afirmou que “existem setores extremistas que buscam gerar desordem e caos”. Recentemente, a polícia peruana prendeu Rocío Leandro, ex-integrante da guerrilha Sendero Luminoso, acusado de financiar atos de vandalismo pelo país.

O general Óscar Arriola, porta-voz da polícia, disse que Rocío é “um assassino marxista, leninista e maoísta” e alegou que ele está envolvido em mais de dez mortes nos protestos na região de Ayacucho. Rocío é acusado, também, de tentar formar uma quadrilha com outras sete pessoas que já se encontram presas.

O partido Perú Libre, que elegeu Castillo e Dina, rejeitou esta versão das autoridades policiais, o que caracteriza como uma estratégia para criminalizar os protestos. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Peruanos e divulgada pelo jornal La República, 71% da população reprova a atuação de Dina na condução do governo e apenas 19% alegam aprovarem sua gestão.

A situação no país parece estar muito longe de um fim, ainda na mesma pesquisa 66% dos peruanos dizem reprovar a tentativa de golpe, enquanto 30% afirmam ter uma visão favorável, sobre a atuação do congresso, pivô da crise política, 9 em cada 10 peruanos (88%) afirmam que o Parlamento atua mal e cerca de 60% dos entrevistados são favoráveis a soltura de Castillo.

Os manifestantes pedem a renúncia da presidente Dina, a libertação de Castillo, a dissolução do Parlamento e a antecipação das eleições para este ano, mas nem Dina e nem o parlamento comprou estas propostas. Veremos se algo se define de fato ainda este ano, mas nenhum dos lados parece querer ceder.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Minuta de decreto golpista de ex-presidente é encontrado na residência de Anderson Torres

O cumprimento do mandado de buscas e apreensão foi realizado na residência do ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, descobriu a minuta de um decreto inconstitucional que pedia a anulação das eleições de 2022 e a quebra de sigilo dos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O decreto versa sobre o estabelecimento de “Estado de Defesa” na sede do TSE, caracterizado no texto como, qualquer local onde haja “tramitação de documento, petições e decisões acerca do processo eleitoral presidencial de 2022, bem como o tratamento de dados telemáticos específicos de registro, contabilização e apurações dos votos coletados por urnas eletrônicas em todas as zonas e seções disponibilizadas em território nacional e no exterior”.

Ainda segundo o texto do decreto, seria constituída uma comissão para elaborar um relatório final e apontar eventuais irregularidades nas eleições de 2022. Esta comissão seria formada por 08 integrantes do Ministério da Defesa, 02 membros do Ministério Público Federal, 02 peritos criminais federais, 02 representantes do Congresso Nacional (sendo 01 da Câmara e 01 do Senado), 01 membro do Tribunal de Contas da União e 01 da Controladoria-Geral da União.

Em sua conta no Twitter, Anderson Torres alega que: No cargo de ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil. Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP, e também afirmou que: O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como ministro”.

Segundo especialistas o decreto é inconstitucional por representar uma interferência clara e indevida do Executivo Federal no TSE, o que quebraria a independência entre os poderes, estabelecida na Constituição Federal em seu art. 2º, que trata da separação de poderes, dispondo que "são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". Lembrando que, de acordo com essa mesma Constituição, o “estado de defesa” só é decretado para "preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza". Ou seja, aplicá-lo para tomar uma medida contra resultado das eleições, seria inconstitucional por caracterizar um total desvio de finalidade do ato.

Minuta na integra:



 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Desastre econômico do Governo Bolsonaro, com apoio do Mercado, fecha com mais inflação

O mesmo mercado que se assombra e mostra indignação com eventuais falas e ponderações do governo Lula, sempre se calou e demonstrou apoio e conivência com os atos desastrosos de Paulo Guedes, chamado de Ipiranga, durante o governo Bolsonaro. A Inflação sempre em alta, apesar das mentiras e alusões falsas de melhoras e avanços econômicos do governo, medidas que sempre penalizaram os mais pobres para ajudar e auxiliar os mais ricos, empresários e banqueiros, o que rendeu apoio do setor econômico e do partido Novo para Bolsonaro nas eleições de 2022.

Aliás, 2022 acaba de se mostrar mais um ano de descontrole econômico, além da destruição dos cofres públicos denunciada pela equipe de transição, até mesmo antes da posse de Lula, a inflação acaba de ser anunciada com estouro de meta pelo segundo ano consecutivo, em 5,79%, segundo informou hoje, 10/01, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo o corte de impostos sobre combustíveis, com a redução do ICMS em vários estados, o índice da inflação e os preços de produtos e serviços se mantiveram elevados para o bolso dos brasileiros. Vale lembrar que a estimativa era de uma inflação de 3,5% no ano passado, com intervalo de 1,5% para cima (5%) ou para baixo (2%).

Segundo dados do IBGE, a alta do IPCA em 2022 foi puxada pelo grupo de alimentação e bebidas, juntos, o segmento subiu 11,64% no ano. O que gerou um impacto de 2,41%, o maior entre os 09 grupos pesquisados pelo Instituto. O setor de vestuário registrou uma intensa variação de 18,02%. Os transportes, influenciado pelo corte de impostos dos combustíveis, teve a maior queda, com -1,29% e o impacto negativo mais intenso entre os 09 grupos pesquisados pelo IBGE, com -0,28%.

Para termos uma ideia dos aumentos na área de alimentos, os estudos trazem as maiores porcentagens, com:

·         Cebola: 130,14%;

·         Batata-inglesa: 51,92%;

·         Farinha de mandioca: 38,56%;

·         Feijão-carioca: 27,77%;

·         Leite longa vida: 26,18%;

·         Biscoito: 24,04%;

·         Frutas: 24%;

·         Leite em pó: 21,46%;

·         Iogurte e bebidas lácteas: 20,79%;

·         Ovo de galinha: 18,45%;

·         Pão francês: 18,03%;

·         Queijo: 17,75%;

·         Café moído: 13,51%.

A nova gestão federal tem um enorme desafio nas mãos, como já foi muito dito por conta da escassez de recursos federais, a necessidade de aumentar os gastos públicos, os investimentos para a manutenção dos serviços e dá-se início aos projetos e programas do novo governo.

Análises apontam para uma inflação ainda alta em todo o mundo, para o próximo ano, mas no Brasil a média aponta para uma desaceleração. A pluralização da equipe econômica do governo Lula, que reúne também economistas liberais para a tomada de decisões contribui para esta análise. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciará hoje (12.01), às 14h30, anunciará uma série de medidas para equilíbrio das contas públicas. As medidas ainda são mantidas em sigilo pela equipe econômica do Ministério, mas especula-se que haja alterações na cobrança do ICMS, uma reavaliação de despesas para 2023 e uma tentativa de diminuição da litigiosidade no Carf (Conselho de Administração de Recursos Federais). Aguardemos o pronunciamento de Fernando Haddad, esta tarde.

 

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Respostas da justiça e da política aos atos terroristas

Segundo dia após os atos terroristas de bolsonaristas em Brasília, e as respostas estão sendo dadas. Além das prisões já realizadas e a busca por demais participantes e financiadores, a Câmara dos Deputados aprovou a determinação de intervenção federal na segurança de Brasília, decreto segue agora para o Senado Federal e governadores de vários estados estão enviando homens para ajudar na segurança do DF.

Ontem os 27 governadores de estados brasileiros se encontraram com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se comprometeram com a defesa da democracia e contra os atos e manifestações antidemocráticas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) disse “O povo quer respeito à ordem, às instituições e ao patrimônio público. A maior resposta que podemos dar agora é mais democracia. E mais democracia significa enfrentar e encontrar soluções para os verdadeiros problemas do povo”.

Entre os identificados como incentivadores, organizadores e financiadores dos atos terroristas estão deputados, cantores, lutadores, pastores, militares e até, Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro. Vale lembrar que além da responsabilização pelos crime de terrorismo, o ressarcimento aos cofres do governo pelos danos causados ao patrimônio público será cobrada através de multas e até bloqueio de bens, quando necessário.

A governadora interina do DF, Celina Leão (PP), que assumiu após o ministro Alexandre de Moraes afastar Ibaneis Rocha (MDB) do cargo pelo prazo de 90 dias, já articula um pedido de impeachment do governador. Lembrando que o afastamento de Ibaneis foi realizado depois de o magistrado (Alexandre de Moraes) apontar omissão do governador diante dos atos terroristas às sedes dos três Poderes, em Brasília.

O Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, exaltou a atuação do Exército quando do decreto de intervenção, ajudando nas ações de polícia no Distrito Federal e para a retirada dos acampados na Capital Federal e demais estados brasileiros. Padilha também criticou as falas do ex-juiz e senador eleito, Sérgio Moro, que em suas redes alegou: “O novo Governo Lula iniciou mais preocupado em reprimir protestos e a opinião divergente do que em apresentar resultados.”, segundo o ministro: "Declaração de Sergio Moro 'passa pano' para os atos terroristas".

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) entrou em contato com a Nike para analisar o que pode ser feito depois do uso da camiseta da seleção brasileira por participantes dos atos terroristas. No Twitter a entidade escreveu “A camisa da seleção brasileira é um símbolo da alegria do nosso povo. É para torcer, vibrar e amar o país. A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros.”

Além disso, o juiz Luis Felipe Salomão, corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), determinou o afastamento do juiz Wauner Batista Machado, da 3ª vara pública de Minas Gerais, Wauner autorizou que manifestante bolsonarista obstruísse uma avenida pública para realizar ato em frente ao quartel do Exército em BH, esta decisão já havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Em sua decisão o corregedor Luiz Felipe Salomão (CNJ) disse: “O ambiente conflagrado dos dias atuais, culminando com os atos terroristas ocorridos na data de ontem (08/01/2023), não pode ser retroalimentado por decisões judiciais ilegítimas que, ao fim e ao cabo, atentam contra o próprio Estado Democrático de Direito”.

Desdobramentos ocorrerão hoje e com o passar dos dias, o que podemos ver através das ações da justiça, a união dos governadores e dos membros dos 3 poderes que instituem o Governo Federal, culminando com a fala de Lula: “O que eles querem é golpe e golpe não vai ter!”.

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Ibaneis Rocha é afastado do cargo por 90 depois dos atos terroristas em Brasília

No início da madrugada de hoje, 09 de janeiro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o afastamento do cargo de Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF. Ontem, durante os atos antidemocráticos que ocorreram em Brasília, caracterizados como terrorismo pelas autoridades, o governo federal disse que o governador Ibaneis seria responsabilizado.

Alexandre de Moraes afirmou que “Absolutamente todos serão responsabilizados civil, política e criminalmente pelos atos atentatórios à Democracia, ao Estado de Direito e às Instituições, inclusive pela dolosa conivência, por ação ou omissão, motivada pela ideologia, dinheiro, fraqueza, covardia, ignorância, má-fé ou mau-caratismo. A Democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas”.

Além do afastamento do governador pelo prazo de 90 dias, a decisão do ministro Alexandre de Moraes também determinou:
  • A desocupação total dos acampamentos em frente as unidades militares no país em 24 horas, além das vias públicas e prédios estaduais e federais;
  • A apreensão e bloqueio de ônibus usados no transporte de terroristas para Brasília, com a identificação de todos envolvidos, no prazo de 48 horas; 
  • Proibição imediata, até 31 de janeiro, da entrada de ônibus e caminhões com “manifestantes” no DF;
  • Intimação à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para apresentação dos registros dos veículos que ingressaram no DF entre os dias 05 e 08 de janeiro de 2023;
  • Que a Polícia Federal obtenha as imagens para identificação dos manifestantes através do reconhecimento facial, inclusive de hotéis do DF, bem como a lista de hóspedes a partir do dia 05 de janeiro;
  • Que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) utilize seus dados de identificação civil, mantendo o necessário sigilo das informações, para auxiliar na identificação dos terroristas presentes nos atos de ontem, em Brasília;
  • Bloqueio de 17 perfis, já listados, das plataformas Facebook, TikTok e Twitter.

Para embasar o afastamento de Ibaneis, Moraes afirmou que Ibaneis “não só deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’, mesmo sabedor por todas as redes que ataques as Instituições e seus membros seriam realizados, como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante aos realizados nos últimos dois anos em 7 de setembro, em especial, com a proibição de ingresso na esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso” à área das sedes dos 3 poderes.


domingo, 8 de janeiro de 2023

Desordem e crimes de terroristas contra a Democracia

Brasília sitiada, este poderia ser o título de um filme fictício sobre uma impensável ocupação da capital federal por terroristas em uma ação contra a democracia e a soberania do voto, mas é quase o que ocorre agora, na cidade construída no centro do país para garantir segurança ao Governo Federal, segurança esta que não foi garantida pelo governador do Distrito Federal, o bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB).

A cidade de Brasília vive um dia de guerra, uma guerra entre terroristas, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as forças de segurança do DF e a Policia Legislativa. O Congresso Nacional, o Planalto e o STF foram invadidos por terroristas transvestidos de cidadãos, pessoas sem nenhum apreço pela democracia, que fazem de seus delírios razões para seus atos destrutivos e terroristas.

Depois de o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmar que Ibaneis seria criminalmente responsabilizado pelos atos, em busca de redenção, o Governador do DF exonerou seu secretário de Segurança Pública, o bolsonarista Anderson Torres, que ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo de Bolsonaro e culpou o exército por não ter desmontado os acampamentos antes. Porém, vídeos mostram que a Polícia Militar do DF escoltou estes terroristas, que alguns chamam de manifestantes, até a esplanada.

Com o caos instalado, Lula decretou intervenção federal no DF para tentar retomar a paz na cidade e Flávio Dino autoriza a atuação da Força Nacional em Brasília. Líderes de outros países, como: Colômbia, Argentina, França, Espanha, entre outros, repudiam os atos de bolsonaristas em Brasília e declaram apoio ao governo Lula e a democracia. A mídia internacional dá destaque para as invasões em Brasília. Os atos lembram o terrorismo que ocorreu nos EUA, quando da invasão do capitólio, mais uma vez, Bolsonaristas querendo ser Trumpistas, estão todos do lado errado da história.

O bolsonarista, ex-líder do governo no Senado, senador Carlos Portinho (PL), afirma que a culpa pelos atos de hoje é do ministro Alexandre de Moraes diante do que chama de “violência e intimidação” e completa dizendo que: “não estão dando certo. Precisamos reencontrar o caminho para harmonia. As eleições acabaram e há um presidente empossado. Governo e Judiciário devem arrefecer. Censura e intimidações antidemocráticas e inconstitucionais agravam”, como se dissesse que aas ações da justiça contra a mentira, as teorias conspiracionistas, ações e falas que atentam contra a democracia fossem erradas e estes casos devessem ser ignorados, inclusive chamando de antidemocráticas e inconstitucionais as sentenças do STF através do ministro Alexandre de Moraes.

O terrorismo e o vandalismo não podem ser tolerados e a punição contra quem comete estes crimes não pode arrefecer, a anistia para os terroristas e vândalos e para os criminosos que, através de mentiras, teorias conspiracionistas, ações e falas que atentam contra a democracia não pode ser uma opção.

*ANISTIA NUNCA MAIS*

sábado, 7 de janeiro de 2023

Reestruturações, propostas e projeções com a volta de Lula à presidência

Durante todo o período de pré-campanha, de propaganda política, entrevistas, sabatinas e debates Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou que a política nacional sofreria mudanças, se comparado ao modelo e postura do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Não há, segundo ele, ideia de que sua visão e suas propostas sejam perfeitas, até por que o Brasil é outro e o mundo é outro de seus governos anteriores, mas que erros já cometidos, por seu e por outros governos, não seriam aceitados.

Um exemplo de área que mostrou muito problema e é, hoje, alvo de muitas denúncias e investigações é o MEC (Ministério da Educação) e a FNDE (Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação), que vinham sendo chefiados por indicados do chamado “Centrão”, e agora estão sob o comando do Partido dos Trabalhadores com o ex-governador do Ceará como ministro da Educação, Camilo Santana (PT) e o FNDE será chefiado pela ex-secretária da Fazenda do Ceará, Fernanda Pacobahyba, nomeada para o cargo pelo atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Aliás, o MEC, sob comando de Camilo Santana, tem o maior número de mulheres em cargos de chefia de secretarias, com 8 das 11 nomeações nas mãos de mulheres.

No ambiente das nomeações para o 2º escalão, o governo Lula vem sofrendo enorme pressão de aliados. Para os cargos de ministros Lula e o PT conseguiram manter a maior parte sob a chefia de membros do próprio partido, mas o segundo escalão deverá ter mais espaço para partidos aliados, que estiveram junto ao PT no primeiro e no segundo turno das eleições de 2022. Entre os cargos cobiçados e que são disputados por estes aliados estão a presidência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico) e dos Correios, além de agências reguladoras. Entre os partidos aliados, que não receberam Ministérios e estão cobiçando estes cargos do 2º escalão estão o PV, Solidariedade e Avante.

O governo tem interesse de que o Brasil volte a ter um convívio harmônico e um bom relacionamento com seus vizinhos. Lembrando que o país já esteve em posição de liderança no Mercosul, sendo, inclusive, um dos maiores incentivadores para a criação do bloco de países sul-americanos. Uma das propostas neste sentido seria a criação de uma moeda única para o Bloco, assim como já ocorre na União Europeia, com o Euro. O presidente do Chile, Gabriel Boric, classificou como “interessante” a proposta feita pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, alegando que a criação desta moeda pode sim fortalecer o vínculo comercial na região. Segundo Boric “os processos são de longo prazo”, e “Pensemos na experiência europeia. A Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (primeira entidade supranacional entre os países europeus) foi fundada nos anos 1950. E acabou na União Europeia, que só conseguiu uma moeda comum quase 50 anos depois”.

Em relação à China o Brasil de Lula sempre teve bom relacionamento, inclusive com a criação dos BRICs (bloco criado com Brasil, Rússia, Índia e China e, posteriormente, África do Sul) e esta relação ficou extremamente estremecida, diante da postura de Bolsonaro, de ofensas e sarcasmos com a política e a população Chinesa, incluindo alegações xenófobas por parte do, então, presidente do Brasil. Quanto as relações comerciais, desde 2009 a China é o principal parceiro do Brasil e a participação da China no mercado externo brasileiro só cresceu, desde então. Já no âmbito diplomático a parceria não seguiu um rito crescente, como no comercial, durante o governo de Bolsonaro esta área ficou muito estremecida, inclusive, chegando ao ponto de troca de ofensas e xingamentos entre o Dep. Federal Eduardo Bolsonaro, filho do então presidente brasileiro, e o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanmig.

Ainda quanto a relação Brasil China, Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China), explicou que “A relação política com a China esfriou muito no governo Bolsonaro. Mas ainda assim a parte comercial em si não foi particularmente prejudicada, tendo inclusive crescido no ano passado. Acho curioso que, apesar desse desinteresse, e até mesmo certa animosidade, de parte do governo Bolsonaro, a relação com a China fluiu muito bem em termos práticos na área econômica. Os investimentos aumentaram, o comércio bateu recorde atrás de recorde, abriram novos mercados para produtos agrícolas na China”. Para Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Pequim (China) e Washington (EUA), um dos maiores desafios nesta relação é a postura que o país adotará diante dos atuais desentendimentos, que incluem a guerra comercial e diplomática, entre a China e ou EUA. Segundo Abdenur, a atuação do Brasil se caracterizara pela “reconstrução” da política externa brasileira.