domingo, 22 de janeiro de 2023

Atos terroristas não serão perdoados e Lula quer punições aos golpistas

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, um dia após conduzir a troca de comando do Exército Brasileiro, anunciou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai perdoar os atos ocorridos na capital federal, que seu pedido é que as investigações sejam realizadas e que todos os envolvidos sejam punidos. Segundo Múcio “Lula não vai perdoar ataques golpistas. Investigações vão até o fim”.

Quanto a demissão do ex-comandante do exército, Júlio Cesar de Arruda, o ministro afirmou que “Acabou o clima de confiança e resolvemos mudar o comando”. Para o cargo foi escolhido o, então Comandante Militar do Sudeste, general Thomas Miguel Miné Ribeiro Paiva. Em cerimônia de sua posse o novo comandante do exército teceu fortes palavras quanto o respeito a democracia, ao voto popular e o papel do exército na garantia da paz.

A troca de comando, segundo interlocutores próximos a Lula tem um caráter mais profundo que uma simples quebra de confiança. Arruda teria desrespeitado ordens da presidência e tentado, através de uma convocação do generalato, apoio de seus pares contra uma possível exoneração.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), alegou que a permanência de Arruda representaria um “recado confuso” para o exército e para a sociedade civil. O ministro ainda afirmou que o problema persistiria caso Lula não tomasse agora uma medida. Segundo Dias a opção por Arruda se deu “confiando no que se espera das Forças Armadas" e que tal falta de sintonia não pode haver. Ele completou dizendo que "O presidente não pode perder a autoridade, não vai perder a prerrogativa conquistada pelo voto", e justificou: "Se já não é fácil quando está todo mundo na mesma direção, apaixonado, imagine quando tem um puxando para um lado e um para o outro".

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que Lula atuou para garantir a Constituição e suas prerrogativas de comandante das Forças Armadas. "O comportamento do ex-comandante do Exército caracterizou insubordinação inadmissível perante ameaças à democracia e de partidarização da Força", publicou Gleisi em sua rede social.

 

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