Com
a proximidade do encontro de líderes de países aliados à Kiev (Capital da
Ucrânia) no combate contra a Rússia. Onde está previsto o acordo de envio de
armas e tanques para ajudar o país na luta contra a invasão russa, iniciada em
fevereiro de 2022. É a primeira vez que os aliados falam mais abertamente da
possibilidade de ajuda militar, além das sanções já decretadas contra a Rússia.
Diante
desta nova investida contra as ações de Vladmir Putin, seu aliado Dmitri
Medvedev, que governou o país em nome de Putin entre os anos de 2008 e 2012,
alegou que: “Baladeiros políticos subdesenvolvidos repetem como mantra: ‘para existir
a paz, a Rússia precisa perder’. Nunca lhes ocorre trazer a seguinte conclusão
elementar disso: a derrota de uma potência nuclear numa guerra convencional
pode levar a uma guerra nuclear. Potências nucleares não perdem conflitos em
que seu destino está em jogo”.
O
porta voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reforçou as afirmações de Medvedev e,
diante da reportagem do jornal estadunidense New York Times, que alega que o
governo de Joe Biden diz que pode vir a apoiar uma eventual ofensiva ucraniana
contra a Crimeia (anexada a Rússia em 2014). Sobre esta possibilidade, Peskov afirmou
que essa decisão “significaria elevar o conflito a um novo nível que não
acabará bem para a segurança europeia”.
Com
a possibilidade de os aliados ajudarem militarmente a Ucrânia, o governo sueco
– que negocia, assim como a Ucrânia, sua entrada na OTAN (Organização do
Tratado do Atlântico Norte) – que colocará um número indeterminado de sistemas
de artilharia Archer a disposição do megapacote militar que pode ser
apresentado na sexta feira. Além disso, a Suécia também promete o envio de 50
carros de combate leves.
O
esforço dos aliados também conta com a proposta dos Estados Unidos de envio de
50 blindados Bradley, US$ 2 bilhões e o sistema antiaéreo Patriot. Diante das
ajudas já anunciadas a pressão para que a Alemanha aumente sua participação no
pacote militar de ajuda a Kiev vem crescendo, a pressão é para enviar alguns
dos seus 376 blindados Leopard-2 (tanque mais moderno utilizado na Europa), mas
principalmente para autorizar os outros operadores a enviar seu produto para
uma terceira parte.
Berlim
ainda resiste a essas propostas o que levou a queda de sua ex-Ministra da
Defesa, Christine Lambrecht, e o premiê Olaf Scholz foi muito cobrado por seus
vizinhos europeus durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e voltou a
afirmar que é precioso ter cautela para a tomada de decisões neste sentido. Sobre
este tema, autoridades alemãs, anonimamente, alegam que a possibilidade de
envio de Leopards-2 está atrelada ao envio de blindados M-1A2 Abrams, pelos
EUA.
Diante
desta alegação dos alemães os americanos, através do assessor do Pentágono,
Colin Kahl, alegaram que “Acho que não estamos lá ainda. O Abrams é um
equipamento complexo, caro, difícil de treinar seu uso”. (O tanque
estadunidense usa um motor com turbina o que aumenta sua velocidade e, mais
ainda, seu consumo de combustível, algo já delicado na região).
Enquanto
estes debates seguem sendo realizados, o governo ucraniano eleva a cobrança. No
Telegram, o assessor presidencial da Ucrânia, Andrii Iermak, afirmou “Não temos
tempo. A questão dos tanques precisa ser resolvida o mais rapidamente possível,
estamos pagando pela demora com a vida do nosso povo”.
Lamentavelmente,
enquanto isso, civis morrem, perdem suas casas, seus familiares, seus empregos
e não se consegue ter uma noite de sono nas regiões de conflito da Ucrânia. A
ganância estadunidense e a arrogância russa mostram sua total falta de respeito
com a população local e remontam embates da famigerada Guerra Fria, com a
prática, pelos EUA da chamada “Guerra por Procuração” para buscar um cerco
militar a Rússia.


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