terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Respostas da justiça e da política aos atos terroristas

Segundo dia após os atos terroristas de bolsonaristas em Brasília, e as respostas estão sendo dadas. Além das prisões já realizadas e a busca por demais participantes e financiadores, a Câmara dos Deputados aprovou a determinação de intervenção federal na segurança de Brasília, decreto segue agora para o Senado Federal e governadores de vários estados estão enviando homens para ajudar na segurança do DF.

Ontem os 27 governadores de estados brasileiros se encontraram com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se comprometeram com a defesa da democracia e contra os atos e manifestações antidemocráticas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) disse “O povo quer respeito à ordem, às instituições e ao patrimônio público. A maior resposta que podemos dar agora é mais democracia. E mais democracia significa enfrentar e encontrar soluções para os verdadeiros problemas do povo”.

Entre os identificados como incentivadores, organizadores e financiadores dos atos terroristas estão deputados, cantores, lutadores, pastores, militares e até, Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro. Vale lembrar que além da responsabilização pelos crime de terrorismo, o ressarcimento aos cofres do governo pelos danos causados ao patrimônio público será cobrada através de multas e até bloqueio de bens, quando necessário.

A governadora interina do DF, Celina Leão (PP), que assumiu após o ministro Alexandre de Moraes afastar Ibaneis Rocha (MDB) do cargo pelo prazo de 90 dias, já articula um pedido de impeachment do governador. Lembrando que o afastamento de Ibaneis foi realizado depois de o magistrado (Alexandre de Moraes) apontar omissão do governador diante dos atos terroristas às sedes dos três Poderes, em Brasília.

O Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, exaltou a atuação do Exército quando do decreto de intervenção, ajudando nas ações de polícia no Distrito Federal e para a retirada dos acampados na Capital Federal e demais estados brasileiros. Padilha também criticou as falas do ex-juiz e senador eleito, Sérgio Moro, que em suas redes alegou: “O novo Governo Lula iniciou mais preocupado em reprimir protestos e a opinião divergente do que em apresentar resultados.”, segundo o ministro: "Declaração de Sergio Moro 'passa pano' para os atos terroristas".

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) entrou em contato com a Nike para analisar o que pode ser feito depois do uso da camiseta da seleção brasileira por participantes dos atos terroristas. No Twitter a entidade escreveu “A camisa da seleção brasileira é um símbolo da alegria do nosso povo. É para torcer, vibrar e amar o país. A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros.”

Além disso, o juiz Luis Felipe Salomão, corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), determinou o afastamento do juiz Wauner Batista Machado, da 3ª vara pública de Minas Gerais, Wauner autorizou que manifestante bolsonarista obstruísse uma avenida pública para realizar ato em frente ao quartel do Exército em BH, esta decisão já havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Em sua decisão o corregedor Luiz Felipe Salomão (CNJ) disse: “O ambiente conflagrado dos dias atuais, culminando com os atos terroristas ocorridos na data de ontem (08/01/2023), não pode ser retroalimentado por decisões judiciais ilegítimas que, ao fim e ao cabo, atentam contra o próprio Estado Democrático de Direito”.

Desdobramentos ocorrerão hoje e com o passar dos dias, o que podemos ver através das ações da justiça, a união dos governadores e dos membros dos 3 poderes que instituem o Governo Federal, culminando com a fala de Lula: “O que eles querem é golpe e golpe não vai ter!”.

 

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