Segundo
dia após os atos terroristas de bolsonaristas em Brasília, e as respostas estão
sendo dadas. Além das prisões já realizadas e a busca por demais participantes e financiadores, a Câmara dos Deputados aprovou a determinação de
intervenção federal na segurança de Brasília, decreto segue agora para o Senado
Federal e governadores de vários estados estão enviando homens para ajudar na
segurança do DF.
Ontem
os 27 governadores de estados brasileiros se encontraram com o Presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) e se comprometeram com a defesa da democracia e
contra os atos e manifestações antidemocráticas. O presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP) disse “O povo quer respeito à ordem, às instituições e ao patrimônio
público. A maior resposta que podemos dar agora é mais democracia. E mais
democracia significa enfrentar e encontrar soluções para os verdadeiros
problemas do povo”.
Entre
os identificados como incentivadores, organizadores e financiadores dos atos
terroristas estão deputados, cantores, lutadores, pastores, militares e até,
Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro. Vale lembrar que além da
responsabilização pelos crime de terrorismo, o ressarcimento aos cofres do
governo pelos danos causados ao patrimônio público será cobrada através de
multas e até bloqueio de bens, quando necessário.
A
governadora interina do DF, Celina Leão (PP), que assumiu após o ministro
Alexandre de Moraes afastar Ibaneis Rocha (MDB) do cargo pelo prazo de 90 dias,
já articula um pedido de impeachment do governador. Lembrando que o afastamento
de Ibaneis foi realizado depois de o magistrado (Alexandre de Moraes) apontar
omissão do governador diante dos atos terroristas às sedes dos três Poderes, em
Brasília.
O
Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, exaltou a atuação do
Exército quando do decreto de intervenção, ajudando nas ações de polícia no
Distrito Federal e para a retirada dos acampados na Capital Federal e demais
estados brasileiros. Padilha também criticou as falas do ex-juiz e senador
eleito, Sérgio Moro, que em suas redes alegou: “O novo Governo Lula iniciou
mais preocupado em reprimir protestos e a opinião divergente do que em apresentar
resultados.”, segundo o ministro: "Declaração de Sergio Moro 'passa pano'
para os atos terroristas".
A
CBF (Confederação Brasileira de Futebol) entrou em contato com a Nike para
analisar o que pode ser feito depois do uso da camiseta da seleção brasileira
por participantes dos atos terroristas. No Twitter a entidade escreveu “A
camisa da seleção brasileira é um símbolo da alegria do nosso povo. É para
torcer, vibrar e amar o país. A CBF é uma entidade apartidária e democrática.
Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os
brasileiros.”
Além
disso, o juiz Luis Felipe Salomão, corregedor do CNJ (Conselho Nacional de
Justiça), determinou o afastamento do juiz Wauner Batista Machado, da 3ª vara
pública de Minas Gerais, Wauner autorizou que manifestante bolsonarista obstruísse
uma avenida pública para realizar ato em frente ao quartel do Exército em BH,
esta decisão já havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Em
sua decisão o corregedor Luiz Felipe Salomão (CNJ) disse: “O ambiente
conflagrado dos dias atuais, culminando com os atos terroristas ocorridos na
data de ontem (08/01/2023), não pode ser retroalimentado por decisões judiciais
ilegítimas que, ao fim e ao cabo, atentam contra o próprio Estado Democrático
de Direito”.
Desdobramentos ocorrerão hoje e com o passar dos dias, o que podemos ver através das ações da justiça, a união dos governadores e dos membros dos 3 poderes que instituem o Governo Federal, culminando com a fala de Lula: “O que eles querem é golpe e golpe não vai ter!”.


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