Ministro
do STF, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de seis novos inquéritos, a
pedido da PGR (Procuradoria Geral da República), para apurar a atuação de
deputados diplomados, financiadores e dos participantes dos atos terroristas em
Brasília, no dia 08 de janeiro de 2023, onde as sedes dos três poderes foram
invadidas, saqueadas e destruídas.
Destes
seis novos inquéritos, três miram os autores intelectuais, financiadores e
participantes dos atos golpistas. Os outros três investigam a incitação aos
atos por deputados diplomados. Os deputados investigados são: André Fernandes
(PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP).
O
responsável pelo pedido ao ministro foi o subprocurador-geral da república, Carlos
Frederico Santos, que coordena o Grupo Estratégico de Combate aos Atos
Antidemocráticos na PGR.
Os
investigados são suspeitos de diferentes crimes, crimes de terrorismo,
associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de
Direito, tentativa de golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao
crime. Além disso, os deputados diplomados, serão investigados por suspeita de
incitação aos atos e pela tentativa de abolir o Estado democrático de Direito.
Além
destes seis inquéritos, o próprio Jair Bolsonaro é investigado em um inquérito
quanto a sua responsabilidade diante dos atos. O ex-presidente é suspeito de
participar da autoria intelectual dos ataques e de incitação ao crime, por
conta de uma postagem em suas redes, apagada pouco depois de publicada, na qual
é questionada a regularidade das eleições.
Outras
pessoas investigadas por Moraes por conta dos ataques terroristas contra as
sedes dos 3 poderes, em Brasília, são o ex-Ministro da Justiça e ex-Secretário
de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, e o governador afastado do DF,
Ibaneis Rocha (MDB).
O
certo é que a abertura de inquéritos é importante, mas mais importante é a
punição contra todos os responsáveis de forma rápida e exemplar. Muitas são as
postagens e declarações da população pedindo resoluções rápidas e contra
eventuais anistias e perdões aos criminosos responsáveis pelos atos, seja no
financiamento, na estruturação, na autoria intelectual ou na participação de
fato.


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