O
mesmo mercado que se assombra e mostra indignação com eventuais falas e
ponderações do governo Lula, sempre se calou e demonstrou apoio e conivência
com os atos desastrosos de Paulo Guedes, chamado de Ipiranga, durante o governo
Bolsonaro. A Inflação sempre em alta, apesar das mentiras e alusões falsas de
melhoras e avanços econômicos do governo, medidas que sempre penalizaram os
mais pobres para ajudar e auxiliar os mais ricos, empresários e banqueiros, o
que rendeu apoio do setor econômico e do partido Novo para Bolsonaro nas
eleições de 2022.
Aliás,
2022 acaba de se mostrar mais um ano de descontrole econômico, além da
destruição dos cofres públicos denunciada pela equipe de transição, até mesmo
antes da posse de Lula, a inflação acaba de ser anunciada com estouro de meta
pelo segundo ano consecutivo, em 5,79%, segundo informou hoje, 10/01, o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mesmo
o corte de impostos sobre combustíveis, com a redução do ICMS em vários
estados, o índice da inflação e os preços de produtos e serviços se mantiveram
elevados para o bolso dos brasileiros. Vale lembrar que a estimativa era de uma
inflação de 3,5% no ano passado, com intervalo de 1,5% para cima (5%) ou para
baixo (2%).
Segundo
dados do IBGE, a alta do IPCA em 2022 foi puxada pelo grupo de alimentação e
bebidas, juntos, o segmento subiu 11,64% no ano. O que gerou um impacto de
2,41%, o maior entre os 09 grupos pesquisados pelo Instituto. O setor de
vestuário registrou uma intensa variação de 18,02%. Os transportes, influenciado
pelo corte de impostos dos combustíveis, teve a maior queda, com -1,29% e o
impacto negativo mais intenso entre os 09 grupos pesquisados pelo IBGE, com -0,28%.
Para
termos uma ideia dos aumentos na área de alimentos, os estudos trazem as
maiores porcentagens, com:
·
Cebola: 130,14%;
·
Batata-inglesa: 51,92%;
·
Farinha de mandioca: 38,56%;
·
Feijão-carioca: 27,77%;
·
Leite longa vida: 26,18%;
·
Biscoito: 24,04%;
·
Frutas: 24%;
·
Leite em pó: 21,46%;
·
Iogurte e bebidas lácteas: 20,79%;
·
Ovo de galinha: 18,45%;
·
Pão francês: 18,03%;
·
Queijo: 17,75%;
·
Café moído: 13,51%.
A
nova gestão federal tem um enorme desafio nas mãos, como já foi muito dito por
conta da escassez de recursos federais, a necessidade de aumentar os gastos
públicos, os investimentos para a manutenção dos serviços e dá-se início aos
projetos e programas do novo governo.
Análises
apontam para uma inflação ainda alta em todo o mundo, para o próximo ano, mas
no Brasil a média aponta para uma desaceleração. A pluralização da equipe
econômica do governo Lula, que reúne também economistas liberais para a tomada
de decisões contribui para esta análise. Fernando Haddad, ministro da Fazenda,
anunciará hoje (12.01), às 14h30, anunciará uma série de medidas para
equilíbrio das contas públicas. As medidas ainda são mantidas em sigilo pela
equipe econômica do Ministério, mas especula-se que haja alterações na cobrança
do ICMS, uma reavaliação de despesas para 2023 e uma tentativa de diminuição da
litigiosidade no Carf (Conselho de Administração de Recursos Federais).
Aguardemos o pronunciamento de Fernando Haddad, esta tarde.


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