Na última terça feira (06/12), o Kremlin disse que concorda com a necessidade de uma “Paz
Duradoura” em sua relação com a Ucrânia, em resposta a uma afirmação dos EUA,
porém, alega não ver como possível, tal negociação, no momento.
O
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em comunicado oficial, alegou que
a saída para o conflito se dará de forma diplomática e que a paz duradoura é
necessária.
O
porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, afirmou para repórteres que “o resultado
deve ser uma paz justa e duradoura - pode-se concordar com isso. Mas quanto às
perspectivas de algum tipo de negociação, não vemos nenhuma no momento”.
O
Kremlin alega que suas ações tem como objetivo impedir a entrada da Ucrânia à
OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e neutralizar o movimento
nazista no país. Em outubro o próprio Dimitri já alegava que a paz seria
possível por meios diplomáticos, pela negociação, demonstrando o interesse
Russo na busca pela paz com seu vizinho.
É
fato que todo o embate se deu com a possibilidade de a Ucrânia vir a se tornar
membro da OTAN e é compreensível a insatisfação da Rússia com este movimento,
mas nunca será aceitável a guerra, a morte e o atentado contra civis para resolução
de problemas entre governos, problemas que devem seguir a diplomacia para sua
resolução. A guerra não é resposta para a solução de conflitos.
Os EUA têm grande responsabilidade neste conflito e nas mortes que dele resultam, exatamente por entender a questão geopolítica envolvida e ser ele o coordenador da OTAN e responsável por esta aproximação com a Ucrânia como forma clara, de confrontar a Rússia. Seguindo a mesma lógica, a Rússia se aproximou de Cuba, nos anos 60, mais exatamente em 1962, enviando armamentos e dando suporte ao país que é, até hoje, vítima de embargos dos EUA, o que gerou, na época, a chamada Crise dos Mísseis. Ou seja, não há Santos ou Demônios nestes embates, e as vítimas sempre são os civis.


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