Na
manhã de hoje (15 de dezembro), a PF (Polícia Federal) realizou ações no
Distrito Federal e nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Foram expedidos 100 mandados de busca e
apreensão, mas a PF realizou, hoje, a operação de cumprimento de 81 destes
mandados.
Os
nomes dos envolvidos não foi divulgado, mas além das buscas e apreensões foram
autorizadas a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de contas de empresários
envolvidos, direta e indiretamente, nos atos, seja participando pessoalmente ou
financiando-os.
A
operação mira envolvidos no bloqueio de rodovias e nos atos em frente aos
quartéis do exército. Companheiro de Moraes no STF, o ministro Dias Toffoli
disse: “Quem imaginava que ia ter uma invasão no Capitólio?”, e completou “Lá,
964 pessoas já foram detidas, nos 50 estados, acusados de crimes cometidos
desde 6 de janeiro”. Depois disso Alexandre de Moraes comentou: “Fiquei feliz
com a fala do ministro Toffoli, porque comparando os números ainda tem muita
gente pra prender e muita multa para aplicar”.
Os
atos antidemocráticos realizados em todo o país por apoiadores do atual
presidente, Jair Bolsonaro (PL), tiveram seu início logo após o resultado do
segundo turno das eleições ser anunciado, dia 30 de outubro, com a vitória de
Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram estradas bloqueadas em rodovias e estradas,
vicinais e até ruas dentro de capitais no país. Depois iniciaram as
manifestações e acampamentos em frente às sedes do exército, em vários locais
do país. E o ápice foi o vandalismo realizado em Brasília, em frente à sede da
PF, por apoiadores de Bolsonaro após a prisão do indígena envolvido nestes
atos, José Acácio Serere Xavante.
Atos
de vandalismo, como os do último dia 12, e antidemocráticos não podem e não
devem ser ignorados, os nomes devem ser divulgados. Enaltecer a ditadura
civil-militar deveria ser crime no Brasil como é na Alemanha com o nazismo.


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