Segunda feira (12/12) o presidente eleito, Luiz Inácio lula da Silva, foi
diplomado em evento realizado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em
Brasília. A diplomação, assim como para demais cargos eletivos, é como uma
confirmação da justiça sobre a legalidade do pleito e de seu resultado. Esta é
a terceira vez que Lula recebe tal diploma, a primeira vez no país que um mesmo
candidato é eleito 3 vezes para o cargo máximo da política nacional.
Em
seu discurso, Lula afirmou que a democracia esteve ameaçada no país, "Os
inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja
confiabilidade é reconhecida em todo o mundo. Criaram obstáculos de última hora
para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação", e
reforçou que lamenta o fato de o debate político ter sido contaminado pelo que
chamou de "mentiras produzidas no submundo das redes sociais".
Durante
seu discurso, ele se emocionou e completou: "Quero pedir desculpas pela
emoção. Quem passou o que eu passei nesses últimos anos, e estar aqui agora, é
a certeza que Deus existe. Eu sei o quanto custou, não apenas a mim, mas ao
povo brasileiro a espera para reconquistarmos a democracia".
Após
a fala de Lula, foi a vez do presidente do TSE, Ministro Alexandre de Moraes,
que fez uso de um discurso mais duro, como tem sido sua atuação no STF (Supremo
Tribunal Federal) e no próprio TSE. Segundo ele, "A utilização das redes
sociais como instrumento democrático de acesso a livre manifestação de
pensamento, surgido principalmente nas famosas "primaveras
democráticas", foi desvirtuada por extremistas, no intuito de desacreditar
as notícias veiculadas pela mídia tradicional".
Falando
ainda sobre o extremismo e a veiculação de inverdades ele completou: "Essa
diplomação atesta a vitória plena e incontestável da democracia e do estado de
direito contra os ataques antidemocráticos, contra a desinformação e contra o
discurso de ódio proferidos por diversos grupos organizados, que já identificados,
garanto, serão integralmente responsabilizados para que isso não retorne nas
próximas eleições".
Lula
e Alexandre de Moraes foram aplaudidos de pé, durante seus discursos. Os
ministros da suprema corte Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados por
Jair Bolsonaro (PL) para o STF, não compareceram a diplomação assim como a
senadora Simone Tebet. Dos ex-presidente apenas 2 estiveram presentes ao
evento, José Sarney e Dilma Rousseff.
A posse ocorrerá no dia 1º de janeiro de 2023, em Brasília, e contará com um festival com diversos artistas brasileiros. A Socióloga Rosângela Lula da Silva (Janja), esposa de Lula, está cuidando da organização do evento que contará com shows de Paulo Miklos, Zélia Duncan, Talma de Freitas, Jards Macalé, Pabllo Vittar, Baiana System, Duda Beat, Teresa Cristina e Fernanda Takai, os artistas se revezarão em dois palcos, batizados de Elza Soares e Gal Costa.


Nenhum comentário:
Postar um comentário