A
Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), O órgão é
vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foi
extinta no dia de hoje, 15 de dezembro.
A
votação foi convocada pelo presidente da comissão, o advogado bolsonarista
Marco Vinicius Pereira de Carvalho, ex-assessor de Damares Alves, nela o
colegiado decidiu pelo fim das atividades da CEMDP por 4 votos a favor e 3
contra.
A
comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos trata da apuração e eventuais
ressarcimento a familiares de vítimas de crimes cometidos durante a ditadura
civil-militar ocorrida no Brasil entre os anos de 64 à 85.
Votaram
pelo fim das atividades da CEMDP:
-
Marco Vinicius Pereira de Carvalho - presidente da comissão;
-
Jorge Luiz Mendes de Assis - representante das Forças Armadas
-
Filipe Barros (PL-PR) - deputado federal representante da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara dos Deputados;
-
Paulo Fernando Melo da Costa - representante da sociedade civil, ligado
ao senador eleito Magno Malta (PL-ES).
Votaram
pela manutenção dos trabalhos da CEMDP:
-
Vera Paiva - filha do ex-deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura e
representante da sociedade civil;
-
Diva Soares Santana - representante dos familiares desaparecidos;
-
Ivan Marx - representante do Ministério Público Federal (MPF).
A
Comissão foi criada em dezembro de 1995, no governo de Fernando Henrique
Cardoso (PSDB), com a finalidade de buscar o reconhecimento de pessoas mortas ou
desaparecidas em razão de suas atividades políticas. Além de atuar na localização
dos corpos e na determinação de indenizações aos familiares destas pessoas.
O
fim dos trabalhos da comissão já era um plano do governo do presidente Jair
Bolsonaro (PL) desde o início de seu mandato, o que quase ocorreu já em junho
deste ano.


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