quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Índio Bolsonarista é preso e gera conflito entre Polícia Federal e Apoiadores de Bolsonaro em Brasília

Na noite de ontem o indígena José Acácio Serere Xavante, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi preso preventivamente, pelo prazo de dez dias, a pedido do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes. O pedido se deu por suspeita de ameaça de agressão e de perseguição contra o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante desta prisão, um grupo de bolsonaristas foi para a frente da sede da Polícia Federal, em Brasília, onde o índio está preso, e incendiou carros e ônibus, além de tentarem invadir a sede da PF.

Segundo a mulher de Serere Xavante, ele foi levado a força pela PF: “Ele foi levado brutalmente pela PF, na frente dos meus filhos. Peço ajuda de advogados para tirá-lo da cadeia”. Em nota, a PF informou, no final da noite de ontem, que "todas as formalidades relativas à prisão estão sendo adotadas nos termos da legislação, resguardando-se a integridade física e moral do detido” e que o indígena estava acompanhado de advogados.

A convocação de apoiadores do atual presidente para os atos se deu por meio das redes bolsonaristas. Os atos são assemelhados à tática utilizada pelos chamados Black Blocs. Militares do DF e policiais federais usaram bombas de gás e disparos com balas de borracha para conter os atos de vandalismo e foram revidados com pedras pelos manifestantes. A região da sede da PF em Brasília é bastante movimentada, com shoppings, hotéis e empresas.

Ainda na madrugada de hoje a Folha de S.Paulo, comunicou que teve acesso a um vídeo de Serere Xavante, onde ele pede que os manifestantes interrompam os atos em Brasília. No vídeo ele diz: “Quero pedir que os senhores que não venham fazer conflito, briga ou confronto com a autoridade policial. E venham viver em paz, não pode continuar o que aconteceu, infelizmente essa destruição dos carros, ataque à sede da Polícia Federal”, e completa, “Porque nós sabemos que somos povo, os senhores aí, o povo santo, o povo de bem, que não compactua com derramamento de sangue, com briga, com conflito”.

Segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, em matéria publicada no site UOL, “Ao cometer uma série de crimes, queimando e depredando dezenas de carros e, pelo menos, cinco ônibus, lançando paus e pedras em agentes de segurança e tentando invadir a sede da Polícia Federal, bolsonaristas colocaram em risco vidas de policiais e de cidadãos comuns, que se refugiaram em pânico em um shopping center, em hotéis e em restaurantes”.

                   Não sem tempo, vale lembrar que no dia de ontem, em cerimônia de diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio lula da Silva, e de seu vice, Geraldo Alckmin, o mesmo presidente do TSE que determinou esta prisão preventiva alertou que “os extremistas antidemocráticos merecem e terão a aplicação da lei penal”.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário