Na
noite de ontem o indígena José Acácio Serere Xavante, apoiador do presidente
Jair Bolsonaro (PL), foi preso preventivamente, pelo prazo de dez dias, a
pedido do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.
O pedido se deu por suspeita de ameaça de agressão e de perseguição contra o presidente
eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante
desta prisão, um grupo de bolsonaristas foi para a frente da sede da Polícia
Federal, em Brasília, onde o índio está preso, e incendiou carros e ônibus,
além de tentarem invadir a sede da PF.
Segundo
a mulher de Serere Xavante, ele foi levado a força pela PF: “Ele foi levado
brutalmente pela PF, na frente dos meus filhos. Peço ajuda de advogados para
tirá-lo da cadeia”. Em nota, a PF informou, no final da noite de ontem, que "todas
as formalidades relativas à prisão estão sendo adotadas nos termos da
legislação, resguardando-se a integridade física e moral do detido” e que o
indígena estava acompanhado de advogados.
A
convocação de apoiadores do atual presidente para os atos se deu por meio das
redes bolsonaristas. Os atos são assemelhados à tática utilizada pelos chamados
Black Blocs. Militares do DF e policiais federais usaram bombas de gás e
disparos com balas de borracha para conter os atos de vandalismo e foram
revidados com pedras pelos manifestantes. A região da sede da PF em Brasília é
bastante movimentada, com shoppings, hotéis e empresas.
Ainda
na madrugada de hoje a Folha de S.Paulo, comunicou que teve acesso a um vídeo
de Serere Xavante, onde ele pede que os manifestantes interrompam os atos em
Brasília. No vídeo ele diz: “Quero pedir que os senhores que não venham
fazer conflito, briga ou confronto com a autoridade policial. E venham viver em
paz, não pode continuar o que aconteceu, infelizmente essa destruição dos
carros, ataque à sede da Polícia Federal”, e completa, “Porque nós sabemos que
somos povo, os senhores aí, o povo santo, o povo de bem, que não compactua com
derramamento de sangue, com briga, com conflito”.
Segundo
o jornalista Leonardo
Sakamoto, em matéria publicada no site UOL, “Ao cometer uma
série de crimes, queimando e depredando dezenas de carros e, pelo menos, cinco
ônibus, lançando paus e pedras em agentes de segurança e tentando invadir a
sede da Polícia Federal, bolsonaristas colocaram em risco vidas de policiais e
de cidadãos comuns, que se refugiaram em pânico em um shopping center, em
hotéis e em restaurantes”.
Não sem tempo, vale
lembrar que no dia de ontem, em cerimônia de diplomação do presidente eleito,
Luiz Inácio lula da Silva, e de seu vice, Geraldo Alckmin, o mesmo presidente
do TSE que determinou esta prisão preventiva alertou que “os
extremistas antidemocráticos merecem e terão a aplicação da lei
penal”.


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