quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Os Donos do Futebol

No mundo, muitos clubes são propriedade privada, têm donos, e estes os gerenciam como empresas, dai o termo Clube-Empresa, contratações, campeonatos e transferências de jogadores visam o lucro destas empresas em detrimento dos anseios e desejos de seus torcedores.

No Brasil este tipo de negócio é mais recente entre os grandes clubes, sendo mais comum no interior do país, onde empresas e empresários formam os clubes a partir de suas empresas, talvez o primeiro grande clube a negociar algo próximo a isso, mas que não chegou a ser uma venda a um empresário, mas um quase arrendamento a uma empresa, pode ser a relação do Palmeiras com a Parmalat, nos anos 90 (entre 1992 e 2000).

Este mercado tem crescido e já chegou a transferir clubes de interior de uma cidade para outra, como foi o caso do Grêmio Barueri, que foi transferido para a cidade de Presidente Prudente, depois de uma gestão lamentável, que deixou o clube em péssima situação financeira e em campo foi vendido e seu futuro ainda é incerto, outro caso é do antigo Bragantino, hoje Red Bull Bragantino, sendo um dos 4 clubes comprados pela empresa ao redor do mundo, além do RB Bragantino a Red Bull tem o Red Bull Salzburg (Áustria), New York Red Bulls (EUA) e RB Leipzig (Alemanha).

Recentemente houve a aquisição do Esporte Clube Cruzeiro pelo ex-jogador Ronaldo Nazário e, mais recentemente, a Ferroviária, clube do interior de São Paulo, foi adquirido pelo empresário Giuliano Bertolucci, time que era do empresário Saul Klein. Bertolucci atua como agente de vários dos jogadores que hoje atuam na seleção brasileira e a Ferroviária será administrada por seu filho, Filippo Bertolucci, e seu braço direito, Júlio Taram.

A expectativa para o clube, nos próximos anos é das melhores, o clube conta com contratações de respeito, entre elas o goleiro Saulo e o meio-campista Renê Junior, ambos do Chapecoense, Léo Santos, ex-Corinthians, na defesa, além de outros meio-campistas, Gabriel Bispo, que estava na Finlândia, e Álvaro, que chega do Brusque, no ataque chegam João Veras, que estava no Portimonense de Portugal, Matheus Lucas, do Londrina e Ítalo, ex-RB Bragantino.

O que será que funciona mais, clubes como os tradicionais, sem “donos”, com diretorias eleitas pelos associados, ou os atuais Clubes Empresas? Ficam as perguntas! Será que um dia teremos uma resposta unânime para ela? Será que é uma tendência e que logo todos serão assim, Clubes Empresas, com empresas e empresários comandando suas ações e contratações?

 

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