No
mundo, muitos clubes são propriedade privada, têm donos, e estes os gerenciam
como empresas, dai o termo Clube-Empresa, contratações, campeonatos e
transferências de jogadores visam o lucro destas empresas em detrimento dos
anseios e desejos de seus torcedores.
No
Brasil este tipo de negócio é mais recente entre os grandes clubes, sendo mais
comum no interior do país, onde empresas e empresários formam os clubes a
partir de suas empresas, talvez o primeiro grande clube a negociar algo próximo
a isso, mas que não chegou a ser uma venda a um empresário, mas um quase
arrendamento a uma empresa, pode ser a relação do Palmeiras com a Parmalat, nos
anos 90 (entre 1992 e 2000).
Este
mercado tem crescido e já chegou a transferir clubes de interior de uma cidade
para outra, como foi o caso do Grêmio Barueri, que foi transferido para a
cidade de Presidente Prudente, depois de uma gestão lamentável, que deixou o
clube em péssima situação financeira e em campo foi vendido e seu futuro ainda
é incerto, outro caso é do antigo Bragantino, hoje Red Bull Bragantino, sendo
um dos 4 clubes comprados pela empresa ao redor do mundo, além do RB Bragantino
a Red Bull tem o Red Bull Salzburg (Áustria), New York Red Bulls (EUA) e RB
Leipzig (Alemanha).
Recentemente
houve a aquisição do Esporte Clube Cruzeiro pelo ex-jogador Ronaldo Nazário e,
mais recentemente, a Ferroviária, clube do interior de São Paulo, foi adquirido
pelo empresário Giuliano Bertolucci, time que era do empresário Saul Klein.
Bertolucci atua como agente de vários dos jogadores que hoje atuam na seleção
brasileira e a Ferroviária será administrada por seu filho, Filippo Bertolucci,
e seu braço direito, Júlio Taram.
A
expectativa para o clube, nos próximos anos é das melhores, o clube conta com
contratações de respeito, entre elas o goleiro Saulo e o meio-campista Renê
Junior, ambos do Chapecoense, Léo Santos, ex-Corinthians, na defesa, além de
outros meio-campistas, Gabriel Bispo, que estava na Finlândia, e Álvaro, que
chega do Brusque, no ataque chegam João Veras, que estava no Portimonense de
Portugal, Matheus Lucas, do Londrina e Ítalo, ex-RB Bragantino.
O
que será que funciona mais, clubes como os tradicionais, sem “donos”, com
diretorias eleitas pelos associados, ou os atuais Clubes Empresas? Ficam as
perguntas! Será que um dia teremos uma resposta unânime para ela? Será que é
uma tendência e que logo todos serão assim, Clubes Empresas, com empresas e
empresários comandando suas ações e contratações?


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