segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Acampamento ilegal faz restaurante perder 70% de seu faturamento; policiais seguem coniventes com protestos antidemocráticos

 

O endereço é rua Alfredo Pujol, altura do número 600, no bairro de Santana na cidade de São Paulo. De um dos lados temos o CPOR/SP do exército e do ou o restaurante Nuevo México, na esquina com a rua Marechal Hermes da Fonseca, coincidentemente um militar e político brasileiro. Nesta esquina, em meio aos dois estabelecimentos, há cerca de 50 dias surgiu um acampamento de apoiadores dos atos antidemocráticos, que pedem o fechamento do STF e a intervenção militar no país, algo completamente inconstitucional, além de antidemocrático.

Hoje, por conta deste acampamento ilegal, que ocupa irregularmente o corredor de ônibus da rua Alfredo Pujol, o ambiente é bem diferente de meses atrás. Xingamentos, ofensas, gritos de ordem são entoados dia e noite, a agressividade e rispidez dos acampados afastou clientes do restaurante e o mesmo ocorre em diferentes pontos da cidade e até do país, pois estes atos também ocorrem em outras localidades, e ocorrem com total conivência das autoridades.

A conivência é tanta que, no caso do acampamento na Pujol, são mais de 50 dias ocupando parte da via e da estreita calçada, colocando a vida de muitos pedestres em risco, atrapalhando muito a circulação do trânsito de carros e ônibus, tendo em vista que a via tem grande fluxo, ligando Santana às regiões da Casa Verde, do Limão e da Freguesia do Ó, e nada é feito, a Polícia Militar e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) são extremamente coniventes e a baderna está lá, montada e aprovada por estas autoridades que deveriam zelar pelo bem público.

Segundo Diego Diamantino, proprietário do restaurante Nuevo México, A vizinhança já fez até abaixo-assinado pedindo que os órgãos competentes desmontem a manifestação, que atrapalha o sono dos moradores e o trânsito local, e diz: “Tentei ficar tranquilo. Acredito que esse foi o meu erro. Fui, de certa forma, conivente nas primeiras semanas. Agora tenho dúvida se isso vai acabar um dia”. Da calçada, os golpistas passam o dia apontando laser para queimar as câmeras de segurança que flagram agressões físicas e ameaças.

No domingo, dia 01 de dezembro, Diego estava em seu restaurante com a esposa, a filha de 2 anos e um amigo, almoçando, quando um dos manifestantes das barraquinhas entrou em seu restaurante para “tirar satisfações”. Diego conta que, “Ele queria saber por que meu restaurante não apoiava a manifestação e perguntava se eu era petista ou patriota. Falei que o restaurante era um lugar neutro. Ele então tentou me agredir. Não conseguiu, mas verbalmente, sim”. Neste momento a polícia foi chamada, mas nada fez por conta do agressor ter se evadido do local.

Quando questionados, sendo este acampamento algo ilegal e que representa uma ação de apoio a atos antidemocráticos, os policiais disseram que não poderiam fazer nada. Diego ainda completa, “A PM, a CET e o governo do estado são coniventes. Não tenho esperança de que eles vão sair após 1º de janeiro. Se nenhum desses órgãos tomar uma atitude, eles ficarão aí pelo tempo que bem desejarem”.

Infelizmente esse é apenas um relato, de um ato, diante de muitos outros que, como já dito na matéria, ocorre em diferentes cidades do país e, além de atrapalhar o dia a dia das pessoas ainda representam um total desrespeito às leis, à democracia e ao país. Porém, com a total conivência das autoridades municipais e estaduais, seja através das Guardas Civil Municipais, da Polícias Militares e dos órgãos de fiscalização de trânsito de cada cidade e estado.

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