O
endereço é rua Alfredo Pujol, altura do número 600, no bairro de Santana na
cidade de São Paulo. De um dos lados temos o CPOR/SP do exército e do ou o
restaurante Nuevo México, na esquina com a rua Marechal Hermes da Fonseca,
coincidentemente um militar e político brasileiro. Nesta esquina, em meio aos
dois estabelecimentos, há cerca de 50 dias surgiu um acampamento de apoiadores
dos atos antidemocráticos, que pedem o fechamento do STF e a intervenção
militar no país, algo completamente inconstitucional, além de antidemocrático.
Hoje,
por conta deste acampamento ilegal, que ocupa irregularmente o corredor de
ônibus da rua Alfredo Pujol, o ambiente é bem diferente de meses atrás.
Xingamentos, ofensas, gritos de ordem são entoados dia e noite, a agressividade
e rispidez dos acampados afastou clientes do restaurante e o mesmo ocorre em
diferentes pontos da cidade e até do país, pois estes atos também ocorrem em
outras localidades, e ocorrem com total conivência das autoridades.
A
conivência é tanta que, no caso do acampamento na Pujol, são mais de 50 dias
ocupando parte da via e da estreita calçada, colocando a vida de muitos
pedestres em risco, atrapalhando muito a circulação do trânsito de carros e
ônibus, tendo em vista que a via tem grande fluxo, ligando Santana às regiões
da Casa Verde, do Limão e da Freguesia do Ó, e nada é feito, a Polícia Militar
e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) são extremamente coniventes e a
baderna está lá, montada e aprovada por estas autoridades que deveriam zelar
pelo bem público.
Segundo
Diego Diamantino, proprietário do restaurante Nuevo México, A vizinhança já fez
até abaixo-assinado pedindo que os órgãos competentes desmontem a manifestação,
que atrapalha o sono dos moradores e o trânsito local, e diz: “Tentei ficar
tranquilo. Acredito que esse foi o meu erro. Fui, de certa forma, conivente nas
primeiras semanas. Agora tenho dúvida se isso vai acabar um dia”. Da calçada,
os golpistas passam o dia apontando laser para queimar as câmeras de segurança
que flagram agressões físicas e ameaças.
No
domingo, dia 01 de dezembro, Diego estava em seu restaurante com a esposa, a
filha de 2 anos e um amigo, almoçando, quando um dos manifestantes das
barraquinhas entrou em seu restaurante para “tirar satisfações”. Diego conta que,
“Ele queria saber por que meu restaurante não apoiava a manifestação e
perguntava se eu era petista ou patriota. Falei que o restaurante era um lugar
neutro. Ele então tentou me agredir. Não conseguiu, mas verbalmente, sim”.
Neste momento a polícia foi chamada, mas nada fez por conta do agressor ter se
evadido do local.
Quando
questionados, sendo este acampamento algo ilegal e que representa uma ação de
apoio a atos antidemocráticos, os policiais disseram que não poderiam fazer
nada. Diego ainda completa, “A PM, a CET e o governo do estado são coniventes.
Não tenho esperança de que eles vão sair após 1º de janeiro. Se nenhum desses
órgãos tomar uma atitude, eles ficarão aí pelo tempo que bem desejarem”.
Infelizmente
esse é apenas um relato, de um ato, diante de muitos outros que, como já dito
na matéria, ocorre em diferentes cidades do país e, além de atrapalhar o dia a
dia das pessoas ainda representam um total desrespeito às leis, à democracia e
ao país. Porém, com a total conivência das autoridades municipais e estaduais,
seja através das Guardas Civil Municipais, da Polícias Militares e dos órgãos
de fiscalização de trânsito de cada cidade e estado.


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