Esta
semana repercutiu um caso em que um influenciador, proprietário de uma
Lamborghini Huracán, estacionou ocupando duas vagas em um shopping, no Rio de Janeiro,
e ao ser cobrado disso por meio de uma crítica em rede social e um bilhete em
seu carro, se sentiu “ofendido” e alegou que por conta do valor do veículo
estaciona assim para que não risquem seu carro. Supôs ainda que outros
proprietários de veículos, semelhantes em valores, assim o fazem. Bom, para
começar, caso tenha medo de gastar com eventuais aranhões, nem deveria comprar
um carro assim, mas vamos aos fatos.
O
influenciador/empresário é Suriel Ports, no dia seguinte da postagem que trazia
a foto de seu carro e o bilhete que dizia “Tua Lamborghini dá direito a duas
vagas?” gravou um vídeo reclamando da atitude. No vídeo
ele fala “Se a pessoa que escreveu aquele bilhete parou, perdeu o tempo dela, a
energia dela, para escrever aquilo e colar no meu carro tivesse a mesma
disposição para fazer algo de útil, para talvez criar um negócio, talvez ajudar
outras pessoas, e fazer algo que trouxesse sucesso para ela, talvez algum dia,
ela possa ter um carro igual esse e provavelmente vai fazer exatamente, a mesma
coisa!”.
No
dia de ontem, não contente com o volume de críticas pelo ocorrido (estacionar
em duas vagas), ele postou uma oferta de recompensa
para quem entregar, ou identificar, o autor ou autora do bilhete deixado em seu
carro. Só fica o questionamento, para quê? Irá ele enaltecer o gesto da
pessoa ou simplesmente expor a pessoa, deixando-a em uma situação
constrangedora. Pelo volume de críticas que vem recebendo pelo “puxão de
orelha” ao autor(a) do bilhete e à Ana Clara não acredito que ridicularizar ou
constranger esta pessoa seja uma boa ideia.
Além
disso, através deste ato, de pedir a recompensa, ele acabou mostrando a
completa e total falta de respeito e empatia e que acredita mesmo que estava
certo. No vídeo ele ainda alega que seu ato não atrapalhou ninguém, pois o
shopping estava vazio e, assim, havia vagas sobrando. Seria importante ele
trazer as gravações que o fazer ter a certeza que durante todo o tempo em que
esteve no shopping seu gesto não trouxe problemas a ninguém e, mesmo se
houvesse como se ter a tal certeza, as regras e leis são para todos(as).
Muito
mais honroso e nobre seria reconhecer o erro, pois todos erramos e deveríamos
aprender com estes, mas alguns preferem ironizar e apontar aos demais os próprios
erros. Lógico que todos tem direito e até dever cívico de se defender de algo,
mas neste caso não há defesa plausível e imputar a outros os seus erros é um
pouco demais. É como ouvimos desde criança, “se seu amiguinho se jogar da ponte
você também se joga?”.



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