quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Quando o ego e a busca por fama são maiores que a razão e o respeito

 

Esta semana repercutiu um caso em que um influenciador, proprietário de uma Lamborghini Huracán, estacionou ocupando duas vagas em um shopping, no Rio de Janeiro, e ao ser cobrado disso por meio de uma crítica em rede social e um bilhete em seu carro, se sentiu “ofendido” e alegou que por conta do valor do veículo estaciona assim para que não risquem seu carro. Supôs ainda que outros proprietários de veículos, semelhantes em valores, assim o fazem. Bom, para começar, caso tenha medo de gastar com eventuais aranhões, nem deveria comprar um carro assim, mas vamos aos fatos.

O influenciador/empresário é Suriel Ports, no dia seguinte da postagem que trazia a foto de seu carro e o bilhete que dizia “Tua Lamborghini dá direito a duas vagas?” gravou um vídeo reclamando da atitude. No vídeo ele fala “Se a pessoa que escreveu aquele bilhete parou, perdeu o tempo dela, a energia dela, para escrever aquilo e colar no meu carro tivesse a mesma disposição para fazer algo de útil, para talvez criar um negócio, talvez ajudar outras pessoas, e fazer algo que trouxesse sucesso para ela, talvez algum dia, ela possa ter um carro igual esse e provavelmente vai fazer exatamente, a mesma coisa!”.

            

No dia de ontem, não contente com o volume de críticas pelo ocorrido (estacionar em duas vagas), ele postou uma oferta de recompensa para quem entregar, ou identificar, o autor ou autora do bilhete deixado em seu carro. Só fica o questionamento, para quê? Irá ele enaltecer o gesto da pessoa ou simplesmente expor a pessoa, deixando-a em uma situação constrangedora. Pelo volume de críticas que vem recebendo pelo “puxão de orelha” ao autor(a) do bilhete e à Ana Clara não acredito que ridicularizar ou constranger esta pessoa seja uma boa ideia.

Além disso, através deste ato, de pedir a recompensa, ele acabou mostrando a completa e total falta de respeito e empatia e que acredita mesmo que estava certo. No vídeo ele ainda alega que seu ato não atrapalhou ninguém, pois o shopping estava vazio e, assim, havia vagas sobrando. Seria importante ele trazer as gravações que o fazer ter a certeza que durante todo o tempo em que esteve no shopping seu gesto não trouxe problemas a ninguém e, mesmo se houvesse como se ter a tal certeza, as regras e leis são para todos(as).

Muito mais honroso e nobre seria reconhecer o erro, pois todos erramos e deveríamos aprender com estes, mas alguns preferem ironizar e apontar aos demais os próprios erros. Lógico que todos tem direito e até dever cívico de se defender de algo, mas neste caso não há defesa plausível e imputar a outros os seus erros é um pouco demais. É como ouvimos desde criança, “se seu amiguinho se jogar da ponte você também se joga?”.

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário